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NOTÍCIAS :: TODAS

15/08/2019 16:01:58
Fonte: abcfarma
17/03/2017 22:05:30
Fonte: cura pela natureza
02/09/2016 21:53:03
Fonte: abcFarma
02/09/2016 20:55:02
Fonte: abcfarma
02/09/2016 20:26:46
Fonte: abcfarma
15/07/2016 18:24:47
Fonte: Fãs da psicanálise
15/07/2016 18:14:20
Fonte: Fãs da psicanálise
15/07/2016 18:00:55
Fonte: Fãs da psicanálise
21/06/2016 13:50:43
Fonte: oncoguia
18/06/2016 12:08:00
Fonte: direto de Brasilia
02/06/2016 12:42:53
Fonte: saúde e dicas
02/06/2016 12:21:34
Fonte: saude e dica
11/05/2016 19:42:30
Fonte: significados.com.br
11/05/2016 19:36:52
Fonte: doenças em Geral
11/05/2016 19:07:54
Fonte: Dr. Marcio
21/03/2016 13:24:34
Fonte: ABC FARMA
21/03/2016 13:21:02
Fonte: ABC FARMA
17/12/2015 19:10:37
Fonte: Tua Saúde
04/11/2015 13:25:50
Fonte: veja
04/11/2015 12:56:36
Fonte: g1
11/07/2015 09:23:24
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12/06/2015 19:59:51
Fonte: abc farma
18/05/2015 13:58:58
Fonte: Inova
18/05/2015 13:52:15
Fonte: Inova
18/05/2015 13:27:09
Fonte: clarissa tomé
15/05/2015 21:50:39
Fonte: guia de farmácia
15/05/2015 16:31:06
Fonte: sanavita
15/05/2015 16:17:41
Fonte: sanavita
15/05/2015 15:36:33
Fonte: Sanavita
15/05/2015 15:28:05
Fonte: sanavita
15/05/2015 15:08:23
Fonte: sanavita
15/05/2015 09:57:22
Fonte: sanavita
15/05/2015 09:51:28
Fonte: Sanavita
12/05/2015 13:47:23
Fonte: Sanavita
11/05/2015 08:54:40
Fonte: Sanavita
08/05/2015 22:26:36
Fonte: F.B.A.G.O
08/05/2015 12:59:08
Fonte: Dr. Leo
25/04/2015 16:26:53
Fonte: emssaude
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Fonte: EmsSaúde
25/04/2015 16:15:51
Fonte: RFD E Saúde
25/04/2015 14:34:58
Fonte: emssaúde
25/04/2015 12:54:07
Fonte: EmsSaúde
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Guia da Farmácia
10/04/2015 11:00:00
Fonte: abcfarma
10/04/2015 11:00:00
Fonte: fabricantes e dermatologistas
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Por Marcelo Cristian – Farmacêutico pós-graduado
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Doutora Giovanna Dimitrov Consultora farmacêutica (CRF-SP 15.794)

Notícias portal G1:

O insolúvel mistério da física: por que os gatos caem sempre de pé?

Tentativas de dar uma explicação científica a essa habilidade, comumente conhecida como reflexo de endireitamento, são quase tão antigas quanto o próprio estudo da física. De alguma forma, ainda é um mistério para a comunidade científica como os gatos conseguem cair de pé Getty Images/ BBC Como os gatos conseguem cair sempre em pé? Esse é um quebra-cabeças que deveria ser fácil de resolver, mas tem tomado muito tempo dos físicos e ainda precisa ser extensivamente estudado. As tentativas de dar uma explicação científica a essa habilidade, comumente conhecida como reflexo de endireitamento de um gato, são quase tão antigas quanto o próprio estudo da física. O primeiro a publicar uma pesquisa sobre o assunto foi o cientista francês Antoine Parent no ano de 1700. Para contextualizar, Isaac Newton ainda estava vivo na época e o grande trabalho dele, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, tinha sido publicado havia apenas 13 anos. Por que achamos que os gatos são ‘antissociais’ Gatos podem superar cães como animais de estimação no Brasil em cinco anos, diz veterinária Veterinários criam hotel exclusivo para gatos O interesse final de Parent não era apenas entender a queda dos felinos, mas também pesquisar como objetos grandes e pesados ​​se movem e giram e, ao mesmo tempo, caem em uma posição de equilíbrio. Quase como uma reflexão tardia, Parent sugeriu que, assim como um objeto pesado poderia tombar com o lado pesado para baixo na água devido ao choque de gravidade e a uma força flutuante para cima, um gato em queda livre poderia ajustar sua coluna para virar-se, movendo seu centro de gravidade sobre o centro de flutuabilidade. Essa ideia está errada, uma vez que a flutuabilidade do ar é muito fraca para afetar um gato durante a queda. Mesmo assim, essa explicação, e outras derivadas dela, permaneceram comuns em livros populares sobre gatos durante a metade do século 19. A comunidade física, no entanto, já havia encontrado outras explicações. No início do século 19, havia um crescente reconhecimento de que certas propriedades fundamentais da natureza são preservadas em qualquer processo físico. Muitas pessoas estão familiarizadas com o conceito de conservação de energia, a ideia de que a energia não é criada nem destruída, mas transformada. Modelo de Rademaker e Ter Braak revelou o movimento mais importante entre aqueles que fazem os gatos caírem em equilíbrio Getty Images/ BBC Por exemplo, quando um carro se move, isso ocorre por conta da conversão da energia química do combustível no movimento mecânico das rodas. Quando o carro para devido à ação dos freios, o movimento se transforma em energia térmica devido ao atrito. Está provado que esse fato é preservado em qualquer processo físico. Para um único objeto em movimento, o impulso é o produto da massa vezes a velocidade, e os objetos mais pesados ​​e mais rápidos têm mais impulso do que os leves e lentos. Outra lei de conservação foi reconhecida em meados do século 19: o princípio de conservação do movimento angular. Uma consequência imediata dessa lei é a observação de que não é possível que um objeto comece a girar sem que outro objeto gire na direção oposta, com a mesma magnitude cinética. Isso é muito fácil de perceber. Se você se senta em uma cadeira com rodas de escritório e vira o corpo para a esquerda, a cadeira gira para a direita. Uma vez que a lei da conservação de energia foi reconhecida, os físicos logo determinaram que um gato simplesmente não poderia girar sobre si mesmo em queda livre assim que começa a cair. O consenso foi de que um gato, no momento em que começa a cair, deve ser empurrado para fora de sua cavidade para criar uma rotação inicial que o faz aterrissar em pé. Mas essa explicação foi derrubada no dia 22 de outubro de 1894, na Academia Francesa de Ciências, pelo fisiologista Etienne-Jules Marey. Ele apresentou uma sequência inédita de fotografias de um gato caindo, tiradas em alta velocidade, mostrando claramente que o gato começa a cair de cabeça para baixo, sem qualquer rotação, mas ainda assim consegue se virar e cair de pé. Fisiologista francês Etienne-Jules Marey derrubou a teoria do movimento angular na queda do gato Getty Images/ BBC A revelação das fotografias levou caos à sala. Um membro da Academia declarou que Marey "havia lhes apresentado um paradoxo científico em contradição direta com os princípios mecânicos mais elementares". Onde os cientistas tinham errado? Eles sucumbiram ao ditado de que "um pouco de conhecimento é algo perigoso". Os físicos, tendo reconhecido recentemente a conservação do momento angular, concentraram sua atenção no estudo de corpos rígidos rotativos, como uma roda de bicicleta ou um planeta que gira. Mas um gato, como muitos de seus parentes, está longe de ser um corpo rígido. Os gatos podem se dobrar, girar e geralmente mover várias partes de seu corpo para obter uma rotação completa, sem nenhum movimento angular. Então, como fazem para cair de pé? Larry, o gato mais famoso do Reino Unido, é o mascote de Downing Street, residência oficial do Reino Unido BBC Para ser justo, os físicos rapidamente reconheceram seu erro e propuseram vários mecanismos pelos quais um gato pode se endireitar usando várias manipulações de partes seu corpo. O mais importante desses mecanismos foi mostrado pelos fisiologistas holandeses G.G.J. Rademaker e J.W. Ter Braak alguns anos depois, em 1935. Na época, a questão do endireitamento de um gato havia sido chegado a pesquisadores do cérebro. Eles queriam entender quais partes do sistema nervoso do gato controlavam esse reflexo. Rademaker e Ter Braak ajudaram a responder a essas perguntas, mas, durante o processo, consideraram as explicações físicas insatisfatórias e decidiram construir suas próprias. Eles imaginaram o gato como se fossem dois cilindros. Se o gato se dobrar pela cintura, ele pode torcer as duas metades do corpo em direções opostas, fazendo com que seus angulares opostos se cancelem em grande parte. Quando se dobra, seu corpo é orientado em uma direção diferente, embora o gato não tenha um momento angular fixo quando começa a cair. Esse movimento, agora conhecido como modelo "dobrar e girar" para endireitar um gato, é possivelmente a manobra mais importante que esse felino realiza durante o endireitamento. Mas a pesquisa sobre a física por trás desse fenômeno não terminou aqui. Rademaker e Ter Braak apresentaram apenas o modelo mais simples de um gato em rotação. Eles capturaram a essência do movimento, mas não todos os detalhes. O que podemos aprender com os gatos em queda? No final dos anos 1960, o mistério voltou a gerar interesse porque a Nasa (agência espacial americana) queria ensinar seus astronautas a girar em ambientes flutuantes. Desta vez, o desafio foi assumido pelos engenheiros da Universidade Stanford, que usavam simulações em computador para redefinir o modelo dos fisiologistas. No entanto, não está claro se alguma vez os astronautas tentaram executar o movimento "dobrar e girar" no espaço. Hoje, as pesquisas sobre o movimento dos gatos continua em outro campo de estudo: a robótica. Os engenheiros têm sido frequentemente inspirados pela natureza para projetar robôs melhores. E os gatos fornecem uma estratégia para fazer com que o robô caia de pé — minimizando os danos físicos provocados pela queda. Vários protótipos de gatos robóticos foram criados, mas nenhum deles conseguiu adaptar sua queda para chegar ao chão em pé, independentemente de sua posição inicial. Então, como o gato faz isso? Parece que a resposta é bastante complicada. Gato aguarda para adoção em Resende, em imagem de arquivo Divulgação/PMR Embora o "dobrar e girar" seja a manobra mais importante, o gato usa claramente diferentes movimentos para girar da maneira mais rápida e eficiente. Embora os físicos muitas vezes busquem a solução mais simples para um problema, a natureza busca o mais eficaz, independentemente de quão complicado seja. O instinto dos físicos de procurar soluções simples ainda leva a discrepâncias. Em resposta a um artigo científico recente que apresentei sobre a matemática do reflexo dos gatos durante sua queda, um crítico argumentou que o modelo "dobrar e girar" deve estar errado, porque ele viu um vídeo no YouTube de um gato caindo e o animal não parecia se mover dessa forma. Os gatos são conhecidos por serem os guardiões dos segredos, e seu reflexo no endireitamento continua sendo um mistério para muitos cientistas até hoje. VÍDEO Em dezembro, o programa Estúdio I, da GloboNews, mostrou o caso de um gato com próteses que faz sucesso nas redes sociais. Confira: Gato com próteses vira estrela nas redes sociais
A experiência de se tornar uma autora best-seller aos 70 anos

Em sua estreia na ficção, Delia Owens já vendeu mais de 4 milhões de livros Delia Owens, autora de “Um lugar bem longe daqui” Divulgação Essa é uma história inspiradora, perfeita para um domingo. A zoóloga norte-americana Delia Owens já havia publicado obras de sucesso em sua área de pesquisa, sobre os mais de 20 anos durante os quais viajou regularmente para Botsuana e Zâmbia para estudar leões, hienas e elefantes. No entanto, nunca havia se aventurado na ficção, tanto que a editora decidiu que seu livro de estreia como romancista teria uma edição de 28 mil cópias – um número expressivo para o mercado brasileiro, mas que não impressiona para os padrões americanos. Netos são um antídoto contra a solidão e o isolamento A força da economia da longevidade Dez filmes para celebrar a convivência entre as gerações A trama não se enquadrava num gênero específico e o título era meio esquisito: “Where the crawdads sing”, algo como “Onde os lagostins cantam” – a tradução em português é “Um lugar bem longe daqui”. Isso foi no verão de 2018. No fim de 2019, a história da menina Kya Clark, abandonada pela família e obrigada a se virar sozinha numa região de pântanos da Carolina do Norte, já tinha vendido mais de 4 milhões e meio de exemplares e 41 países haviam comprado os direitos autorais. Capa do livro "Where the crawdads sing" Divulgação O jornal “The New York Times”, onde o livro ainda figura na lista dos best-sellers, registrou o sucesso em reportagem que mostrava que os números da cientista ultrapassavam as vendas dos últimos lançamentos dos pesos pesados Stephen King, Margaret Atwood e John Grisham juntos. A vida reclusa de Delia Owens deu uma guinada, com uma viagem atrás da outra para encontrar os fãs que se multiplicaram, e ela declarou que nunca havia se conectado tão intensamente com as pessoas. O enredo é universal e foge da polarização que tomou conta da política e transbordou para a cultura: a jovem Kya vive isolada, tem que lidar com uma brutal solidão e ainda é acusada de homicídio. Além do boca a boca positivo, a obra ganhou uma fada madrinha: a atriz Reese Witherspoon a recomendou em seu clube de leitura e pretende adaptá-la para o cinema. Delia começou a trabalhar no livro há dez anos e, apesar de se tratar de ficção, se valeu da experiência, desde a infância, de se aventurar em florestas. Sua mãe costumava encorajá-la dizendo: “go way out yonder where the crawdads sing” (algo como “vá além de onde os lagostins cantam”, ou seja, ultrapasse quaisquer limites), que acabou se tornando o título do romance. Abraçou uma profissão que a levou para regiões selvagens, o que fez com que o isolamento fosse algo bastante presente em sua trajetória. Foi depois de se aposentar que Delia deu vida a suas vozes internas, o que a torna uma inspiração para todos nós. E antes que alguém diga que isso só acontece nos EUA, gostaria de dar o exemplo da portuguesa Sofia Silva. Em 2014, ela estreou na plataforma de autopublicação Wattpad com a série “Quebrados”, onde alcançou mais de um milhão de leituras. Hoje é uma autora festejada, mas só foi publicada em Portugal depois de estourar no Brasil. O blog entra num breve recesso e estará de volta no dia 4 de fevereiro. Até lá!
Cesáreas são benéficas para mãe e para o bebê?

Em muitos países industrializados, taxa de cesarianas aumentou drasticamente nos últimos 20 anos. Brasil ocupa o segundo lugar do mundo na frequência desse tipo de parto. SOS SUS: Maternidade Gestantes devem estar cientes dos riscos e problemas. Na maior parte da Europa e Ásia, um quarto dos bebês nasce por cesariana. Na Alemanha, essa proporção é de um terço. Já o Brasil é o segundo país do mundo em número de cesáreas, com um percentual acima de 50%. Como combater a epidemia de cesáreas no Brasil? Bem Estar #7: Cesarianas e saúde da mulher Quais são os riscos da cesariana para a criança? Um estudo da operadora alemã de planos de saúde Barmer mostrou que, na Alemanha, muito poucas mulheres optam pela cesariana por esse parto ser mais fácil de planejar e se encaixar melhor no cronograma. A maioria está preocupada com o bem-estar da criança que vai nascer. Elas dizem querer poupar o bebê do estresse de um parto normal. Mas as contrações e o processo do parto são até mesmo bons para o novo terráqueo, ajudando o bebê a adaptar seu metabolismo. No útero, os pulmões da criança estão cheios de água. Esse líquido é pressionado apenas durante o nascimento, e os pulmões passam a respirar. A cesariana impede esse processo gradual, surpreendendo praticamente a criança com o nascimento e, em certo sentido, assustando-a. Por isso que os bebês costumam ter problemas após uma cesárea e precisam receber oxigênio ou até mesmo ir para a UTI. No longo prazo, o risco de asma, diabetes, alergias e outras doenças autoimunes aumenta em crianças nascidas por partos cesarianos. Que riscos corre a mãe após uma cesariana? A cesárea planejada do primeiro filho não é mais um problema em países com um bom sistema de saúde. As dificuldades surgem, geralmente, apenas após a cesariana. O risco de um deslocamento perigoso da placenta aumenta a cada intervenção desse tipo. Posteriormente pode haver também mais sangramentos, tromboses e aderências. A cada cesariana, o parto se torna mais perigoso para a mãe. Isso é particularmente problemático em regiões onde as mulheres tradicionalmente têm muitos filhos. Uma vez cesárea, sempre cesárea? Mesmo que a gravidez transcorra sem dificuldades, problemas podem surgir após uma cesariana. A cicatriz pode se abrir devido aos esforços expulsivos durante um futuro parto normal. No entanto isso raramente acontece. Passados mais de dois anos entre os nascimentos, o risco é menor que 1%. Após uma cesariana, um segundo parto normal é possível, desde que tudo esteja bem com a criança e a mãe. Também gêmeos e crianças em apresentação pélvica (nádegas saindo primeiro) podem nascer por parto vaginal. O mais importante é uma boa equipe de médicos e os cuidados de uma parteira experiente. A indução do parto é um problema? Hoje as mulheres dispõem de menos tempo para o parto do que no passado. Sem um motivo válido elas frequentemente recebem uma infusão para provocar contrações imediatamente após a admissão no hospital. Se o colo do útero não dilata pelo menos um centímetro por hora, muitos obstetras ficam nervosos. O parto é então acelerado. Além disso, o número de parteiras caiu drasticamente, pelo menos na Alemanha. Embora exista uma proporção vinculativa entre o número de enfermeiros e pacientes, no caso das parteiras, cada hospital pode decidir quantas contratar. A atenção individual que dá à mulher uma sensação de segurança durante o parto está se tornando cada vez mais rara. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também reconheceu essa tendência e está recomendando, em suas novas diretrizes para o parto, menos intervenções e melhores cuidados. Um parto, caso seja traumático, pode vir a causar TEPT na mãe e até mesmo no pai da criança Janko Ferlic/Unsplash As maternidades têm vantagens financeiras com uma cesariana? Na maioria dos países, as cesáreas custam mais do que os partos normais. Também na Alemanha, um médico pode cobrar cerca de mil euros a mais por uma cesariana do que por um parto vaginal. Mas, como intervenção também custa mais ao hospital, no fim das contas não vale a pena. Por outro lado, as cesarianas são mais fáceis de planejar e, portanto, mais eficientes. Esse é um fator importante para os gestores de um hospital, que visam, acima de tudo, obter lucro. Como na Alemanha a obstetrícia é, de forma geral, mal remunerada, rendendo muito pouco aos hospitais, quase metade das maternidades do país foi fechada desde os anos 1990. E essa tendência continua, apesar do aumento das taxas de natalidade. Em quais países se realizam muitas cesarianas? O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de cesáreas, com uma taxa de acima de 55% do total de partos. Na América Latina, região com maior taxa de intervenções (44,3%) do mundo, o país perde somente para a República Dominicana (58,1%), segundo estudo de 2018. Por outro lado, em muitos países da África Subsaariana essa taxa é extremamente baixa. Os Estados com os menores números de cesáreas são o Níger, Chade, Etiópia, Burkina Faso e Madagascar, abarcando menos de 2% do total de partos. Qual taxa de cesáreas é "boa"? A OMS recomenda uma taxa de cesáreas entre 10% e 15%. Em média, isso corresponde ao número de nascimentos em que há complicações que uma cesariana pode eliminar, salvando vidas. Um estudo da Organização Mundial da Saúde comparou como bebês vêm ao mundo em 137 países. A pesquisa mostrou que apenas 14 dos países analisados atendem às diretrizes da OMS. Entre eles estão, por exemplo, Ucrânia, Namíbia, Guatemala e Arábia Saudita. Em todos os demais países, o bisturi é usado ou com frequência excessiva (por exemplo, na Alemanha, no Egito, na Turquia, nos EUA e no Brasil) ou insuficiente. Uma das constatações mais dramáticas da pesquisa é que os países com as maiores taxas de natalidade apresentam os menores números de cesarianas. Isso se deve, principalmente, às condições financeiras: os Estados com as menores taxas de cesáreas também estão entre os mais pobres do mundo. Organização Mundial da Saúde toma medidas para incentivar o parto natural
Fuga de cérebros: os doutores que preferiram deixar o Brasil para continuar pesquisas em outro país

Comunidade acadêmica aponta espécie de diáspora que vem preocupando comunidade científica nacional, por causa das consequências disso para o desenvolvimento do Brasil. Comunidade acadêmica aponta espécie de diáspora que vem preocupando comunidade científica nacional, por causa das consequências disso para o desenvolvimento do Brasil Cemile Bingol/Getty Images via BBC Os jovens pesquisadores brasileiros Bianca Ott Andrade, Eduardo Farias Sanches, Gustavo Requena Santos e Renata Leonhardt têm mais em comum do que apenas o pouco tempo de carreira e a nacionalidade. Todos são doutores recentes e resolveram deixar o país em busca de melhores oportunidades para desenvolver seu trabalho em um ambiente mais favorável à ciência. Eles seguem uma tendência, não registrada nas estatísticas oficiais, mas que aparece nos muitos relatos de migração de talentos para outros países que vem aumentando, conforme pesquisadores chefes de grupos no país e jovens que foram embora, ouvidos pela BBC Brasil. Uma espécie de diáspora de cérebros, que vem preocupando a comunidade científica nacional, por causa das consequências disso para o desenvolvimento do Brasil. Não há dados oficiais sobre esta fuga, porque os jovens doutores que deixam o país o fazem com bolsas das universidades ou centros de pesquisa do exterior que os contratam, e não das instituições brasileiras, como a Capes ou o CNPq. A pesquisadora Ana Maria Carneiro, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está iniciando uma pesquisa pesquisa que tentará entender as trajetórias de migração da diáspora brasileira de Ciência, Tecnologia e Inovação e também as motivações e locais de inserção. "Entretanto, não há fontes de dados sistemáticas que permitam mensurar o tamanho deste fenômeno, pois é necessário ter informações sobre a saída, local de estabelecimento, tipo de inserção profissional e perfil sociodemográfico, especialmente a escolaridade", explica. Está prevista no projeto a realização de um levantamento sobre o fenômeno, mas provavelmente não haverá informação quantitativa exaustiva que permita afirmar quantos brasileiros de alta qualificação vivem no exterior e se houve um movimento de ampliação, diz. "Será possível, no entanto, ter pistas qualitativas sobre a migração de pessoas altamente qualificadas." Há alguns números de outras fontes, entretanto, que podem lançar luz sobre o problema. Embora não discrimine por profissão ou ocupação a saída definitiva de brasileiros para a o exterior, a Receita Federal mostra que o número passou 8.170 em 2011 para 23.271 em 2018, ou crescimento de 184%. Em 2019, até novembro, 22.549 pessoas fizeram declaração de saída definitiva do país. O crescimento foi mais acentuado a partir de 2015, quando o número foi de 14.981. Em 2016, pulou para 21.103, crescendo para 23.039 em 2017. Entre esses migrantes, estão muitos cientistas, de acordo com o relato de acadêmicos ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo o geólogo Atlas Correa Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) "é um dreno geral", que inclui doutores mais antigos além de candidatos ao mestrado e também ao doutorado. Não se trata apenas de pessoas indo para realizar um curso, uma especialização ou realizar um projeto de pesquisa. "Trata-se de saída em definitivo", diz. "Quem tem possibilidade está indo, mesmo sem manter a ocupação de cientista. Esse movimento não se restringe à área tecnológica e também afeta as ciências sociais. Aliás, se eu pudesse, se tivesse condições financeiras e sociais adequadas, iria embora também." Temendo ficar desempregada, bióloga Bianca Ott Andrade mudou-se para os Estados Unidos, onde faz pós-doutorado na Universidade do Nebraska-Lincoln Arquivo Pessoal via BBC Debandada em áreas tecnológicas De acordo com o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luís da Cunha Lamb, que atualmente é secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do seu Estado, o fenômeno é mais intenso nas áreas que ele chama de "portadoras de futuro e com impacto econômico visível". "Notadamente em ciência da computação, algumas áreas das engenharias, biotecnologia e medicina, por exemplo", diz. "Em particular, com o crescimento e o impacto da inteligência artificial em todas as atividades econômicas, os profissionais desta área têm oportunidades no mundo inteiro. Estamos perdendo jovens em áreas científicas, que são portadoras de futuro. Mundo afora, dominar setores como computação, estatística e matemática tem muito valor no mercado." O biólogo Glauco Machado, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), também enumera algumas razões pelas quais a saída de pesquisadores está ocorrendo. "Ela tem a ver com a redução do número de bolsas, o baixo valor das de mestrado e doutorado, que não são reajustadas há vários anos, e o pessimismo em relação a uma futura contratação — especialmente para as áreas em que o principal empregador é a própria academia -, que é fruto da recessão econômica que aflige o país há pelo menos cinco anos", diz. Em nota, a Capes informou que há 7.699 bolsas congeladas e um total de 87.018 bolsas ativas. O CNPq, por sua vez, suspendeu em agosto, 4,5 mil bolsas que não estavam sendo usadas, segundo a instituição. Ele acrescenta que, ao mesmo tempo, é importante olhar para o que está acontecendo fora do Brasil. "Várias universidades no exterior estão criando programas de atração de talentos internacionais", diz. É o caso, por exemplo, das universidades de Genebra, na Suíça, e Saskatchewan, no Canadá. "O investimento em pesquisa e tecnologia tem crescido em vários países desenvolvidos e as oportunidades de bolsas e eventualmente trabalho em algumas áreas são maiores no exterior do que aqui. Portanto, sair do país é algo bastante atrativo para um profissional no início de sua formação." Eduardo Farias Sanches, de 39 anos, que o diga. Ele considera que teve sorte de receber um convite para ir embora em um momento oportuno, "devido ao incessante ataque do governo federal às universidades (especialmente as públicas) e o corte de despesa em pesquisa e desenvolvimento, o que é uma lástima para a nova geração de pesquisadores que, assim como eu, está tentando se firmar no meio científico". "Fico muito triste com essa situação, ao ver que muitos bons pesquisadores não terão um horizonte razoável no Brasil", lamenta. "Infelizmente para o país, a tendência é essa debandada aumentar". Graduado em Fisioterapia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 2007, com mestrado (2014) e doutorado (2015) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sanches foi contemplado com uma bolsa de excelência do governo suíço, para desenvolver um projeto de pesquisa na Universidade de Genebra com duração de um ano. Depois desse período, foi convidado por seu chefe, Stéphane Sizonenko, a permanecer lá, mas optou por retornar ao Brasil, onde tinha compromisso com seu antigo orientador. Ficou dois anos aqui, período em que o convite anterior para retornar a Suíça foi refeito. Dessa vez, ele aceitou e voltou para lá, em setembro de 2019. Pesou na escolha a possibilidade de melhores salários. "Aqui na Suíça, além de ser levada muito a sério, a pesquisa científica é considerada profissão, ou seja, contribuo com impostos e tenho direito a aposentadoria", conta. "Além disso, há melhores condições de trabalho, que são inegavelmente ótimos atrativos a deixar o meu país. No Brasil, a ciência e a cultura não são estimuladas e a inserção de pessoas altamente capacitadas no mercado de trabalho, por não haver incentivo à pesquisa e desenvolvimento, se torna muito difícil. É triste admitir que seremos uma nação meramente exportadora de commodities e importadores de tecnologia de ponta." Procurados pela reportagem, o Ministério da Educação e a Casa Civil da Presidência da República disseram que quem poderia comentar o tema era a Capes, que, em nota, respondeu: "A Capes aumentou em 9,1% o seu orçamento de 2018 para 2019, que subiu de R$ 3,84 bilhões para R$ 4,19 bilhões. Atualmente, há 95,4 mil bolsistas no País e 8,7 mil no exterior. Também foram lançados 21 editais de cooperação internacional e mais R$ 80 milhões para pesquisas de pós-graduação na Amazônia Legal, além de 1.800 bolsas que auxiliam no desenvolvimento regional. Para 2020, o Ministério da Educação busca meios para recompor o orçamento com outras ações orçamentárias. Nenhuma bolsa será cortada e todos os programas da CAPES serão mantidos." O CNPq, por sua vez, respondeu, também por meio de nota: "O êxodo dos pesquisadores brasileiro para outros países é uma preocupação, que norteia uma série de iniciativas que o CNPq tem fomentado para aperfeiçoar e ampliar mecanismos de fixação de nossos profissionais da ciência e tecnologia. Dentro das limitações orçamentárias e legais que se aplicam ao CNPq, a agência investe, por exemplo, em programas que, em parceria tanto com instituições públicas quanto a iniciativa privada, incentivam a realização de projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação dentro de empresas e indústrias. O objetivo é, além de contribuir com a formação de recursos humanos mais qualificados, garantir empregabilidade dos pesquisadores. Importante ressaltar que em países como Japão, Coreia do Sul, Israel, EUA e China, mais de 60% do total de seus pesquisadores estão alocados em empresas, segundo dados de 2018 da OCDE. No Brasil, esse percentual é de apenas 18%." Procurado pela BBC News Brasil, o MCTIC não retornou a solicitação até a conclusão desta reportagem. Medo do desemprego ou de interrupção das bolsas Geóloga formada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renata Leonhardt recebeu uma bolsa da Universidade de Saskatchewan, uma das 15 melhores universidades do Canadá em pesquisa Arquivo Pessoal via BBC Bem mais jovem, com 23 anos e cursando um mestrado, a geóloga Renata Leonhardt, formada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com estágio em empresas do setor petrolífero, igualmente partiu do Brasil em busca de melhores oportunidades e salários. Ela recebeu uma bolsa da Universidade de Saskatchewan, uma das 15 melhores universidades do Canadá em pesquisa. O medo de ficar desempregada depois de formada foi outro motivo que a levou a ir embora. "Até pouco tempo antes de me formar, o setor de óleo e gás ainda estava na expectativa de se recuperar da última crise", diz Renata. "Mas depois, as oportunidades na minha área ficaram um tanto escassas, mesmo para recém-formados que haviam estagiado anteriormente e buscavam contratação, como era o meu caso." O atual cenário político brasileiro também foi levado em conta por Renata em sua decisão. "Ele não está muito favorável para a ciência", explica. "Eu temia, por exemplo, ficar sem bolsa no meio do curso — algo que era crucial para que eu continuasse a pesquisa." Em agosto, o CNPq chegou a anunciar que havia risco de não pagamento dos seus mais de 80 mil bolsistas a partir de outubro. Isso não ocorreu, no entanto. O governo conseguiu cumprir o compromisso. Essas também foram algumas das razões da bióloga Bianca Ott Andrade, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), para se mudar para o exterior, no caso, Estados Unidos, onde faz pós-doutorado, na Universidade do Nebraska-Lincoln. "No Brasil, eu tinha uma bolsa de pesquisadora de pós-doutorado, que ia se encerrar no final de 2019, mas havia grandes chances de ficar desempregada", conta. Além disso, contribuiu para a decisão de Bianca a atuação do atual governo nas áreas de ciência e educação, com menos incentivo ao ensino superior e a políticas ambientais. "Eu trabalho com ciência e educação, é isso o que eu amo, é o que eu sei fazer. Sinto que não tem espaço pra mim, pelo menos não agora. Decidi dar um tempo para minha cabeça." No caso de Gustavo Requena Santos, razões pessoais e profissionais se somaram para que ele decidisse se mudar para o exterior. "Sou casado com um americano e no final da minha bolsa de pós-doutorado na USP, em meados de 2017, ele obteve uma oferta de trabalho para voltar aos EUA e decidimos nos mudar", conta. "Entretanto esta não foi a maior razão pela qual saímos do Brasil. Foi uma oportunidade para mudarmos para um local com melhores condições e perspectivas para o futuro." Ele diz ainda que, como profissional, apesar de quase 10 anos de experiência em pesquisa, se sentia desvalorizado, sem benefícios ou vínculo empregatício. "O cenário ficou insustentável", explica. "Por isso, resolvi me mudar." Menos valor para a economia Seja qual for o motivo de cada um para ir embora, o certo é que o Brasil está perdendo jovens doutores, quando o número deles, em qualquer idade, já é menor que a média internacional. De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 0,2% da população brasileira possui doutorado, enquanto a média dos países pertencentes à organização e de 1,1%. Segundo dados do CNPq, o Brasil tem hoje 7,6 doutores por 100 mil habitantes, índice que está estabilizado. "Esse número não é suficiente, haja vista que países desenvolvidos têm um número muito superior", diz a bioquímica Ângela Wise, da UFRGS, membro titular da Academia Mundial de Ciências e secretária regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no Rio Grande do Sul. "Como é o caso do Japão, que é o país desenvolvido com o menor número de doutores: 13 por 100 mil habitantes. O Reino Unido, por sua vez, tem atualmente 41, enquanto Portugal, 39,7; Alemanha, 34,4; e os Estados Unidos, mais de 20." É muito pouco, segundo o engenheiro cartográfico Antonio Maria Garcia Tommaselli, do campus de Presidente Prudente, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), cujo grupo de pesquisa já perdeu três doutores para instituições europeias. "Para um país com uma economia complexa como a do Brasil e que precisa agregar valor tecnológico aos seus produtos, em vez de apenas exportar matérias-primas, o ideal seria dobrar ou triplicar o atual número de doutores", diz. Apesar de ver aspectos positivos na diáspora, no cômputo geral, Tommaselli a considera prejudicial ao país. "O lado positivo é que ela significa que formamos cientistas de classe internacional", explica. "O dramático é que estamos perdendo os melhores pesquisadores e que nos substituiriam no futuro, levando consigo todo o investimento feito com recursos públicos e o conhecimento altamente especializado que eles detêm. Um erro estratégico que será sentido em alguns anos, com o apagão científico em várias áreas", ressalva. Mas não é só isso. "O mais grave é que o governo atual não tem qualquer política para reter estes cientistas, ao contrário, entende como remédio reduzir a formação de doutores", critica Tommaselli. "Encontramos o mesmo cenário em vários grupos de pesquisa brasileiros de expressão internacional e as consequências futuras serão muito ruins para a economia, que se baseia em conhecimento", acrescenta. Segundo Atlas, não haverá renovação do quadro de pesquisadores e professores de nível superior. "Ou, sendo menos pessimista, ela será aquém da necessária", diz. "Haverá déficit de cientistas. E eles e os educadores terão menos conhecimento. Seremos piores. Sem investimentos, sem incentivos, será feita ciência de baixa qualidade, os avanços serão pífios. Novas tecnologias não serão desenvolvidas, as já existentes não serão aperfeiçoadas. Nos tornaremos ainda mais dependentes de outros países e de multinacionais em termos de ciência, tecnologia e cultura."
Como um robô me ajudou a superar a dor da morte de um amigo por câncer

Há muitos aplicativos de saúde mental no mercado, mas o quanto eles ajudam de fato? Alexa Jett achou aplicativo de terapia útil: 'Me tirou daquele lugar sombrio' Alexa Jett/ BBC Alexa Jett, de 28 anos, passou por maus bocados ​​nos últimos anos. Ela foi diagnosticada com câncer de tireoide em 2016. E, embora seu tratamento tenha sido bem-sucedido, em agosto de 2019 ela se viu mergulhada em outra crise quando seu melhor amigo e ex-namorado morreu de câncer aos 33 anos. "Me fechei completamente. E comecei a me perguntar se seria a próxima", relembra. Ela não conseguia sair da cama, e as tarefas domésticas foram se acumulando, deixando a casa uma bagunça. Desesperada, procurou ajuda na internet e em um chatbot (software que tenta simular um ser humano em bate-papo por meio de inteligência artificial) de saúde mental, chamado Vivibot. "Ei, por que não traçamos uma meta?", escreveu o chatbot para ela em 10 de setembro. Psicóloga Noël Hunter diz que aplicativos de saúde mental não podem substituir médicos humanos Noël Hunter/ BBC Para começar, ela só precisava pintar as unhas dos pés. Mas essa tarefa simples, combinada com a "personalidade divertida e amigável" do chatbot — além de sua presença 24 horas por dia, 7 dias por semana — incentivou Jett a realizar sucessivamente mais tarefas. "Me tirou daquele lugar sombrio, e eu voltei a 'funcionar' novamente", diz Jett. O Vivibot é oferecido pelo GRYT, um aplicativo voltado para pessoas com câncer. Há dezenas de serviços semelhantes, que batem papo com os usuários sobre questões de saúde mental, disponíveis no mercado. Eles oferecem relatórios de humor e dicas sobre como melhorar seu estado mental e emocional. "Esses chatbots são um ótimo primeiro passo para pessoas que podem estar tristes, deprimidas ou ansiosas recuperarem sua saúde mental", diz Danielle Ramo, diretora de pesquisa da Hopelab, que desenvolveu o Vivibot. Ela adverte, no entanto, que os chatbots não podem tratar quadros clínicos de depressão ou ansiedade — e que não foram criados para substituir nenhum tipo de interação humana. Mas a psicóloga clínica Noël Hunter diz que alguns chatbots não são comercializados dessa maneira e, em vez disso, se apresentam como uma solução para problemas de saúde mental. "Eles são muito cuidadosos em não dizer isso explicitamente, porque seriam processados. Mas as pessoas recebem essa mensagem", afirma. Para Hunter, os chatbots reforçam a ideia de que somos culpados por nosso próprio sofrimento. "Eles fazem você acreditar que, se você consultar o telefone e fazer algumas tarefas de autoajuda, isso vai substituir a natureza curativa de um relacionamento saudável", diz ela. Além disso, os robôs não conseguem entender a comunicação não verbal, que pode indicar muito sobre a maneira como nos sentimos. "Uma grande parte dessa comunicação não verbal, imperativa para o nosso bem-estar geral e para nosso sentimento de preenchimento, é perdida em contextos em que não há interação humana", acrescenta Hunter. No entanto, há um interesse cada vez maior ao redor do mundo em usar a tecnologia em prol da saúde mental. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que uma em cada quatro pessoas sofra com algum tipo de problema de saúde mental — e pesquisas sugerem que os indivíduos são mais honestos com robôs do que com seres humanos. Até gigantes das redes sociais, como o Facebook, estão entrando no campo da saúde mental digital. Em outubro de 2019, o Facebook lançou um pacote de figurinhas para o Messenger e filtros para o Stories, como parte da campanha Let's Talk ("Vamos conversar"), que tinham o intuito de estimular conversas sobre o assunto pelo aplicativo. "Descobrimos que as mensagens privadas podem tornar mais fácil conversar sobre assuntos sérios ou sentimentais. De fato, 80% das pessoas que usam aplicativos de mensagens sentem que podem ser completamente honestas quando enviam mensagens privadas", diz Antigone Davis, chefe de segurança global do Facebook. Olhando para o futuro, pode chegar um momento em que a inteligência artificial possa estar avançada o suficiente para ter uma compreensão profunda da saúde mental humana. "Podemos ter uma inteligência artificial no nível humano em 2029", diz Peter Diamandis, médico, engenheiro e autor do livro The Future is Faster Than You Think ("O futuro é mais rápido do que você pensa", em tradução livre). Segundo ele, estamos apenas nos primórdios da inteligência artificial, sobretudo na área médica. "A quantidade de dados que agora são coletados por exames médicos, seja uma ressonância magnética do cérebro, testes genéticos ou os resultados de vários exames, tudo isso está muito além da capacidade de um único humano", diz Diamandis. "Na verdade, será uma negligência médica não usar a inteligência artificial em diagnósticos nos próximos 20 anos, possivelmente 10." Peter Diamandis diz que no futuro será 'negligência' não usar inteligência artificial na medicina Getty Images/ BBC Nem todo mundo concorda, no entanto, que a inteligência artificial vai avançar tão rápido. E a pergunta permanece: as pessoas vão ser relacionar com os robôs da mesma maneira que se relacionam com um terapeuta humano? Jett, sem dúvida, acredita que assim. Ela ressalta que a geração dela cresceu com a tecnologia digital — para ela, é uma extensão da sua existência. Mas Hunter enxerga apenas uma bolha tecnológica que, uma vez estourada, levará as pessoas a recorrer a formas mais tradicionais de cura, seja no consultório de um terapeuta ou por meio da espiritualidade. "Pertencer a certos tipos de comunidades, algo que envolva relacionamentos", afirma. Já Diamandis prevê um equilíbrio, que contempla um forte envolvimento da inteligência artificial ​​em nossas vidas. "Imagino que um terapeuta humano usando inteligência artificial seja muito mais poderoso do que um terapeuta humano sozinho", diz ele, acrescentando que, em quase todas as áreas em que a inteligência artificial e os profissionais humanos coexistem para diagnosticar e tratar pacientes, as taxas de sucesso são melhores. Diamandis faz referência ao filme Homem de Ferro para explicar como a inteligência artificial poderá transformar nossa saúde mental. No filme, o super-herói Tony Stark tem um assistente pessoal digital, Jarvis, que marca suas reuniões, atende a porta e até organiza as playlists dele. "Acho que todos nós vamos ter uma versão do Jarvis na próxima década", diz Diamandis. "Um Jarvis que executa nossas tarefas administrativas, como ler nossos e-mails ou atender nossos telefonemas; um Jarvis que vai sentir um clima depressivo dentro de casa e vai revertê-lo, colocando nosso filme favorito ou uma música que ele sabe que vai nos colocar para cima; um Jarvis que nos estudará 24 horas por dia, sete dias por semana e vai aprender sobre nós coisas que nem nós mesmos conhecemos."
Mulher filma macarrão instantâneo que congelou em frio de -32°C no Canadá; VÍDEO

Arleney de Sanchez disse que fez a experiência para mostrar aos parentes e amigos no México como o Canadá pode ser frio no inverno. Em frio de -32°C, prato de macarrão instantâneo congela no Canadá Para mostrar a parentes e amigos no México o quão rigoroso pode ser o frio no Canadá, uma mulher fez uma experiência com macarrão instantâneo em um dia de inverno canadense na cidade de Calgary. Arleney Rodriguez de Sanchez viu o passo a passo do experimento na internet e, então, colocou em prova na quarta-feira (15), quando a temperatura em Calgary chegou a -32°C. Ela contou à agência Reuters que pegou um prato pronto de macarrão e deixou no jardim por aproximadamente 15 minutos. Quando ela voltou, viu que o macarrão se tornou uma escultura — com o garfo preso entre os fios congelados. Garfo ficou preso nos fios congelados do macarrão, em um frio de -32°C no Canadá Arleney Rodriguez De Sanchez/via Reuters Macarronada congelou sob um frio de -32°C em Calgary, no Canadá Arleney Rodriguez De Sanchez/via Reuters Frio em Calgary As temperaturas em Calgary, cidade canadense com cerca de 1,3 milhão de habitantes, baixaram para níveis extremos nesta semana. Segundo o jornal "Calgary Herald", carros pararam de funcionar — sem guincho, alguns motoristas tiveram de deixar os veículos nas ruas e pedir aos guardas que não os multassem pela parada irregular. NA RÚSSIA: Temperatura atingiu -67°C em 2018 e aulas foram suspensas O frio é tanto que a maior temperatura no estado de Alberta ainda era inferior à temperatura mais alta de Marte: termômetros em parte do planeta vermelho marcaram -17°C, informou a emissora CTV citando dados da Nasa. Esse frio extremo vai continuar neste sábado, mas a temperatura deve começar a subir ao longo do fim de semana até chegar a um "calor" de 3°C na segunda-feira. SAIBA MAIS: Veja os problemas de saúde que o frio extremo pode causar

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