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NOTÍCIAS :: TODAS

15/08/2019 16:01:58
Fonte: abcfarma
17/03/2017 22:05:30
Fonte: cura pela natureza
02/09/2016 21:53:03
Fonte: abcFarma
02/09/2016 20:55:02
Fonte: abcfarma
02/09/2016 20:26:46
Fonte: abcfarma
15/07/2016 18:24:47
Fonte: Fãs da psicanálise
15/07/2016 18:14:20
Fonte: Fãs da psicanálise
15/07/2016 18:00:55
Fonte: Fãs da psicanálise
21/06/2016 13:50:43
Fonte: oncoguia
18/06/2016 12:08:00
Fonte: direto de Brasilia
02/06/2016 12:42:53
Fonte: saúde e dicas
02/06/2016 12:21:34
Fonte: saude e dica
11/05/2016 19:42:30
Fonte: significados.com.br
11/05/2016 19:36:52
Fonte: doenças em Geral
11/05/2016 19:07:54
Fonte: Dr. Marcio
21/03/2016 13:24:34
Fonte: ABC FARMA
21/03/2016 13:21:02
Fonte: ABC FARMA
17/12/2015 19:10:37
Fonte: Tua Saúde
04/11/2015 13:25:50
Fonte: veja
04/11/2015 12:56:36
Fonte: g1
11/07/2015 09:23:24
Fonte: WMS
12/06/2015 19:59:51
Fonte: abc farma
18/05/2015 13:58:58
Fonte: Inova
18/05/2015 13:52:15
Fonte: Inova
18/05/2015 13:27:09
Fonte: clarissa tomé
15/05/2015 21:50:39
Fonte: guia de farmácia
15/05/2015 16:31:06
Fonte: sanavita
15/05/2015 16:17:41
Fonte: sanavita
15/05/2015 15:36:33
Fonte: Sanavita
15/05/2015 15:28:05
Fonte: sanavita
15/05/2015 15:08:23
Fonte: sanavita
15/05/2015 09:57:22
Fonte: sanavita
15/05/2015 09:51:28
Fonte: Sanavita
12/05/2015 13:47:23
Fonte: Sanavita
11/05/2015 08:54:40
Fonte: Sanavita
08/05/2015 22:26:36
Fonte: F.B.A.G.O
08/05/2015 12:59:08
Fonte: Dr. Leo
25/04/2015 16:26:53
Fonte: emssaude
25/04/2015 16:24:55
Fonte: EmsSaúde
25/04/2015 16:15:51
Fonte: RFD E Saúde
25/04/2015 14:34:58
Fonte: emssaúde
25/04/2015 12:54:07
Fonte: EmsSaúde
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Guia da Farmácia
10/04/2015 11:00:00
Fonte: abcfarma
10/04/2015 11:00:00
Fonte: fabricantes e dermatologistas
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Por Marcelo Cristian – Farmacêutico pós-graduado
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Doutora Giovanna Dimitrov Consultora farmacêutica (CRF-SP 15.794)

Notícias portal G1:

Por que, apesar do desconforto, gostamos tanto de comidas com pimenta?

As pessoas comem pimenta há mais de 2 mil anos, mas nas últimas duas décadas o consumo disparou e os agricultores começaram a competir entre si para cultivar variedades mais fortes. Por que escolhemos desafiar nossos limites com comida? Getty Images/BBC No ano passado, médicos do pronto-socorro de um hospital dos EUA se apressaram para descobrir o que havia de errado com um homem que chegou ao local com náusea, fortes dores na cabeça e no pescoço. Após realizar uma bateria de exames — incluindo uma tomografia computadorizada —, eles chegaram à conclusão de que o paciente, de 34 anos, não havia sido envenenado ou contaminado por uma doença misteriosa. Na verdade, ele tinha consumido uma das pimentas mais ardidas do mundo: a notória Carolina Reaper, 275 vezes mais forte que a jalapeño. A ingestão da pimenta, durante uma competição, provocou o estreitamento de várias artérias em seu cérebro. Mas, para sua sorte, a condição era reversível — e ele se recuperou completamente. Esse pode ser um exemplo extremo, mas milhões — ou talvez bilhões — de pessoas ao redor do mundo consomem regularmente comida apimentada, o que pode causar uma sensação de queimação na língua, nos deixar morrendo de sede ou com dor de estômago. Mas por quê? É um caso de amor que existe há milhares de anos e se mantém forte até hoje. Não é à toa que a produção global de pimenta malagueta verde saltou de 27 milhões para 37 milhões de toneladas entre 2007 e 2018. Instinto evolutivo Esses dados, da empresa de análise de mercado IndexBox, indicam que, em média, cada um de nós consumiu quase 5 kg de pimenta no ano passado. Como uma pimenta vermelha típica pesa cerca de 20 g, isso significa ter devorado 250 delas. Alguns países têm mais apetite por comidas picantes do que outros. Na Turquia, as pessoas consomem em média 86,5 gramas por dia — é a média mais alta do mundo, bem à frente do segundo colocado, o México (com 51,0 gramas), famoso pela gastronomia apimentada. Mas por que gostamos tanto de comida picante? É uma história complicada que envolve nossa busca psicológica por fortes emoções e uma batalha contra os instintos evolutivos. Segredo da natureza Até o processo evolutivo pelo qual as pimentas desenvolveram a capsaicina, o componente responsável pela ardência, gera debate. Os cientistas sabem que as espécies se tornaram ardidas ao longo do tempo e criaram esse sabor picante para tentar impedir que fossem devoradas por mamíferos e insetos. Mas os pássaros parecem não ter problema com isso. Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, descobriram o por quê dessa estratégia. Os sistemas digestivos dos mamíferos quebram suas sementes e impedem que germinem. Mas esse não é o caso dos pássaros: as sementes passam ilesas pelo sistema digestivo deles e são evacuadas prontas para germinar novas plantas. Mas, se as pimentas desenvolveram sua ardência para impedir os mamíferos de comerem os frutos da planta, por que isso não funciona com os seres humanos? É especialmente surpreendente, dado que os seres humanos também costumam associar gostos amargos a venenos — e isso faz parte do nosso mecanismo evolutivo de sobrevivência. Mas o comportamento dos nossos ancestrais pode dar pistas de por que consumimos deliberadamente comida apimentada. Os únicos outros mamíferos além de nós a fazê-lo são os musaranhos chineses. Conservação Uma das teorias é que os seres humanos gostam de alimentos apimentados por causa de suas propriedades antifúngicas e antibacterianas. A tese é a de que as pessoas começaram a perceber que alimentos com sabor apimentado eram menos propensos a apodrecer — a ardência era um sinal de que a comida não tinha estragado. Essa hipótese foi apresentada em 1998 pelos biólogos Jennifer Billing e Paul W. Sherman, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Eles analisaram milhares de receitas tradicionais de 36 países com dietas à base de carne e descobriram que as especiarias eram usadas com mais frequência em regiões com clima mais quente, onde havia um risco maior de os alimentos apodrecerem. "Nos países quentes, quase todas as receitas à base de carne exigem pelo menos um tempero, e a maioria inclui muitas especiarias, especialmente temperos fortes, enquanto nos países mais frios, quantidades substanciais de pratos são preparados com pouco ou nada de tempero", concluíram. Países como Tailândia, Filipinas, Índia e Malásia estão no topo do ranking de uso de especiarias, enquanto Suécia, Finlândia e Noruega estão no pé da lista. "Acredito que as receitas são um registro da história da corrida coevolutiva entre nós e nossos parasitas. Os micróbios estão competindo conosco pelo mesmo alimento", diz Sherman. "Tudo o que fazemos com os alimentos — secar, cozinhar, defumar, salgar ou adicionar temperos — é uma tentativa de impedir que sejamos envenenados por nossos concorrentes microscópicos." Um antídoto para comida sem graça? Kaori O'Connor, antropóloga da alimentação, acrescenta outra pista. Ela explica que, assim como a cana-de-açúcar e as batatas, as pimentas permaneceram desconhecidas na Europa por séculos. Mas depois que os exploradores europeus chegaram às Américas e começaram a abrir rotas comerciais, elas se espalharam pelo mundo. "Elas (as pimentas) se espalharam por causa dos exploradores europeus", diz O'Connor. Seu sabor surpreendente foi rapidamente adotado na culinária de todo o mundo, incluindo na Índia, China e Tailândia. "Temos de imaginar que a comida na Europa era muito sem graça na época. Mas as pimentas logo aprimorariam seu sabor, em um processo semelhante à chegada do açúcar." Será que comemos pimenta em busca de fortes emoções? Getty Images/BBC Emoções e frio na barriga No entanto, existe uma teoria concorrente para explicar nosso amor pela pimenta: o relacionamento do homem com a comida picante seria resultado do chamado "risco restrito". Ela sugere que começamos a comer pimenta por causa do mesmo impulso de buscar fortes emoções que atualmente nos faz andar de montanha-russa ou saltar de paraquedas. Teste de ardência Esse conceito foi desenvolvido por Paul Rozin, professor de psicologia da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que se viu instigado pelo fato de que a grande maioria dos mamíferos não come pimenta. Em um experimento, ele ofereceu aos participantes pimentas cada vez mais fortes até eles não conseguirem suportar mais a ardência. As pessoas foram questionadas, em entrevistas, sobre o tipo de pimenta que mais gostavam. E escolheram o grau mais alto que poderiam suportar. "Os homens são os únicos animais que desfrutam de eventos que são negativos por natureza", explica Rozin. "Nossas mentes aprenderam a ter consciência de que não estamos em perigo, mesmo que nossos corpos reajam da maneira oposta." Tudo indica que gostamos de comer pimenta ardida pela mesma razão que gostamos de assistir a filmes de terror assustadores. Imagem e gênero A ciência também está interessada em entender por que algumas pessoas gostam mais de pimenta do que outras. Nadia Byrnes, cientista de alimentos, decidiu analisar a possibilidade de o gênero também desempenhar um papel no consumo de comida picante. Ela descobriu que os homens tendem a ser mais motivados por fatores externos, como mostrar a outras pessoas que são capazes de suportar pimentas fortes; enquanto as mulheres se interessam mais pela sensação de ardência em si. "No México, por exemplo, o consumo de pimenta está associado à força, ousadia e características da personalidade masculina", observa Byrnes. Independentemente de você comer pimenta porque gosta de fortes emoções, detesta pratos insossos ou está seguindo algum instinto ancestral para evitar alimentos estragados, uma coisa parece certa: com variedades de pimenta cada vez mais fortes sendo cultivadas, nunca vai faltar uma refeição apimentada.
O incrível poder do nosso cérebro de esticar (ou encolher) o tempo

Você já se perguntou por que o último ano passou tão rápido? Neurocientista explica o poder que o cérebro tem de manipular o tempo. Na nossa mente, o tempo não é como um rio que corre apenas em uma direção Karolina Grabowska/Creative Commons Mais um ano chega ao fim... parece que foi ontem que estávamos comemorando a chegada de 2019. Passou voando, não? Mas nem sempre foi assim: na infância, os meses que antecediam a chegada das férias escolares pareciam durar anos. A maneira como percebemos a passagem do tempo sempre intrigou o neurocientista David Eagleman — é por isso que ele se dedicou a estudar o surpreendente poder do nosso cérebro, conforme relata abaixo, em primeira pessoa, à BBC Ideas: "Quando era criança, devia ter uns 8 anos, fui escalar uma casa que estava em construção no bairro. Cheguei muito perto da beirada do telhado e despenquei — a queda pareceu demorar muito tempo. Lembro de ver como o piso de tijolos vermelhos ia se aproximando. Uma vez que toquei o chão, fiquei inconsciente... mas também intrigado. Desde então, me interessei pela maneira como percebemos o tempo. Quando cresci e virei neurocientista, percebi que todos nós viemos ao mundo com a ideia de que o tempo é como um rio que corre em uma única direção e a uma velocidade constante. Mas sabemos que isso pode ser diferente na sua cabeça e na minha, porque, de alguma forma, o tempo é uma construção psicológica. Em outras palavras, o cérebro está trancado no silêncio e na escuridão da sua caixa craniana — e seu trabalho é descobrir o que está acontecendo lá fora. Mas, para isso, precisa usar muitos truques de edição. A visão e a audição emitem sinais em diferentes velocidades. No entanto, quando você vê e escuta algo como um balão estourando ou alguém batendo palmas, parece que a imagem e o som estão sincronizados. Isso acontece porque o cérebro precisa compilar todas as informações antes de montar uma história final e transmiti-la à sua percepção consciente. É como se ele levasse um tempo para verificar se outros sinais estão chegando, e isso significa que todos nós vivemos um pouco no passado. O que acreditamos que está acontecendo agora ocorreu há pouco, provavelmente cerca de meio segundo atrás. Se você for ao meu laboratório, e eu te mostrar uma foto por meio segundo no monitor e, na sequência, a mesma foto por meio segundo, e repetir essa ação sucessivamente... ... quando, de repente, eu te mostrar uma imagem diferente pelo mesmo período de tempo, vai parecer que a nova foto permaneceu por muito mais tempo no monitor. Isso acontece basicamente porque quando o cérebro vê uma coisa nova, ele precisa usar mais energia para representá-la, uma vez que não era esperada. Agora, a sensação de que as ações acontecem em câmera lenta é um truque de memória. Em outras palavras, quando você está em uma situação de emergência, uma parte do cérebro chamada amígdala é ativada. A amígdala é o seu centro de controle de emergência: armazena recordações em um espaço de memória diferente da vida cotidiana. Nesses casos, as lembranças são muito densas, porque você está em alerta e toma nota de tudo o que está acontecendo ao seu redor. E quando o cérebro lê as informações registradas durante o episódio, há tanta informação que sua única conclusão é que o evento deve ter levado muito tempo. Curiosamente, isso também explica por que, à medida que envelhecemos, parece que o tempo está passando mais rápido. Quando você é criança, tudo é novidade. Você está descobrindo o mundo, está acumulando muita memória e, portanto, quando faz uma retrospectiva no fim de ano, tem muitas recordações do que aprendeu. Mas quando você é mais velho e faz essa retrospectiva, provavelmente passou muito tempo fazendo mais ou menos as mesmas coisas que vinha fazendo nos anos anteriores. É por isso que parece que o ano voou. Para sentir que você viveu mais, o que você precisa fazer é buscar novidades. Você pode começar com algo simples, como trocar o relógio de pulso ou escovar os dentes com a outra mão. Algo tão simples obriga a ativar seu cérebro, uma vez que ele não pode prever exatamente o que vai acontecer, de forma que tem de participar. Você verá que todas as noites, quando for dormir, vai ter muito mais lembranças — e não vai mais parecer que a vida é um sopro."
Menos controles sanitários na Alemanha, apesar de salsichas fatais
De 2014 a 2015, salsichas contaminadas causaram pelo menos três mortes na Alemanha. Porém documentos vazados do Ministério do Consumidor revelam intenção de reduzir as inspeções em estabelecimentos alimentares. A organização alemã de consumidores Foodwatch expressou perplexidade quanto a supostos planos governamentais de reduzir a frequência dos testes de segurança nas fábricas de alimentos. As mudanças no regime de inspeção coincidem com escândalos fatais envolvendo carne, que abalam a confiança da população. Segundo documento interno do Ministério da Alimentação, Agricultura e Proteção do Consumidor da Alemanha, vazado e publicado em novembro pela Foodwatch, inspeções obrigatórias em instalações de "alto risco", como fábricas de salsichas, poderiam ser realizadas a cada trimestre, em vez de mensalmente. Em outros locais de alto risco, os controles passariam de diários a semanais. O anúncio coincide com um maior grau de apreensão com a segurança sanitária no país. Em outubro emergiram relatórios de que entre 2014 e 2019 houve três mortes e 37 casos de doença relacionados à companhia Wilke, sediada em Hessen, onde foram encontradas salsichas contaminadas com a bactéria listeria. Seguiram-se recalls de carne exportada em âmbito mundial. O caso evoca o escândalo da salmonela de 2015, em que ovos contaminados mataram pelo menos uma pessoa na Baviera. Para a ONG, a redução representa "um maciço enfraquecimento da segurança alimentar na Alemanha": "Os planos são completamente insanos", declarou em comunicado seu diretor, Martin Rücker, para quem "controles de segurança alimentar não podem depender da situação orçamentária nem de capricho político". Na Alemanha, a frequência das inspeções alimentares é determinada por uma avaliação de risco dos estabelecimentos em questão, com açougues sendo inspecionados com frequência maior do que lojas que só vendem comida empacotada. Justificando a nova proposta, a ministra alemã da Alimentação, Agricultura e Proteção do Consumidor, Julia Klöckner, declarou que os exames precisavam ser modernizados e regulados em todo o país, com "os recursos para controles oficiais de segurança alimentar focados mais efetivamente em 'estabelecimentos-problema'". Ou seja, negócios com ficha limpa seriam menos controlados do que outros. No caso da fábrica de salsichas Wilke, o jornal local "Waldeckische Landeszeitung" noticiou neste sábado (14) que entre 2015 e 2017 foram realizadas apenas nove inspeções, embora 22 estivessem agendadas. Na época, a Wilke constava da terceira mais alta categoria de risco, significando que deveria ser submetida a um exame por mês. O Ministério da Agricultura culpou as autoridades locais pela negligência, alegando que, caso informado, teria ativado a força-tarefa ministerial especificamente destinada a tratar desse tipo de lacuna. Segundo a associação de inspetores sanitários da Alemanha, porém, há falta de cerca de 1.500 profissionais no país. Nesta sexta-feira, em reação direta ao escândalo da Wilke, o parlamento estadual de Hessen aprovou uma emenda dando mais poder ao Ministro do Consumidor para intervir em questões locais de segurança alimentar.
O homem que passou anos com doença misteriosa até inventar a cirurgia que o curou

Médicos não conseguiam explicar condição de Douglas Lindsay; decidido a encontrar uma resposta, ele se dedicou a pesquisar por conta própria Doug Lindsay passou anos com doença misteriosa. Decidido a encontrar uma resposta, ele se dedicou a pesquisar por conta própria e acabou inventando a cirurgia que o curou Arquivo pessoal Durante 11 anos, o americano Doug Lindsay viveu 22 horas por dia preso a uma cama, acometido por uma doença misteriosa que nenhum médico conseguia diagnosticar e, muito menos, tratar. Os primeiros sintomas surgiram em 1999, quando ele tinha 21 anos de idade e se preparava para começar o último ano da faculdade de Biologia. Lindsay, que até então era um jovem saudável, começou a sentir palpitações, vertigem, cãibras e fadiga. Os médicos inicialmente achavam que se tratava de mononucleose e recomendaram que ele passasse as férias descansando. Mas ele não melhorava, e começou a suspeitar que seu quadro era mais grave e que sofria da mesma doença crônica que, por anos, afligiu sua família. 'Emagreci 20 quilos durante a gravidez e os médicos não entendiam por quê' "Durante a maior parte da minha vida, minha mãe e minha tia sempre estiveram doentes", diz Lindsay à BBC News Brasil. "Elas sofriam de rigidez muscular, dores e fraqueza e tinham dificuldade para caminhar." Assim como a mãe e a tia, Lindsay passou por inúmeras consultas com diversos médicos, entre eles neurologistas, endocrinologistas e especialistas em medicina interna. Mas nenhum deles conseguia explicar seus sintomas. "Depois de alguns meses, ficou claro que eles não tinham respostas. E eu percebi que minha mãe e minha tia haviam passado a vida inteira indo a médicos e nunca tiveram respostas", lembra. Determinado a encontrar uma resposta, ele começou a pesquisar por conta própria. Depois de anos mergulhado em livros e artigos médicos e de inúmeros contatos com especialistas, Lindsay acabou não apenas chegando a um diagnóstico – descobriu que suas glândulas suprarrenais produziam adrenalina em excesso – como também desenvolvendo uma cirurgia para curar a própria doença. Hoje, ele dá palestras sobre sua experiência e atua como consultor médico para ajudar outros pacientes com enfermidades raras. Pesquisa por conta própria Pouco tempo após o surgimento dos primeiros sintomas, Lindsay já estava tão debilitado que teve de abandonar a faculdade e voltar a morar na casa da mãe, em St. Louis, no Estado de Missouri. "Eu continuava piorando. Acabei ficando tão doente que só conseguia caminhar cerca de 15 metros e só conseguia ficar em pé por poucos minutos antes de começar a sentir o teto girar, cãibras e palpitações" – Doug Lindsay Ele instalou uma cama de hospital na sala de estar, onde passava a maior parte do dia deitado, fraco demais para se levantar ou caminhar mais do que alguns passos. Lindsay então mergulhou em livros e artigos médicos indicados por amigos e especialistas. Depois de muita pesquisa, ele começou a suspeitar que tinha algum tipo de disautonomia (transtorno provocado por alterações no sistema nervoso autônomo, que controla funções como frequência cardíaca, pressão sanguínea e respiração). Mas, quando tentava apresentar sua teoria a médicos, a reação era de incredulidade e de que o tipo de problema que ele descrevia não existia. Levou algum tempo até Lindsay descobrir que havia uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo da disautonomia, a National Dysautonomia Research Foundation. A partir das informações obtidas com a fundação, ele conseguiu aprofundar sua pesquisa. Em 2002, Lindsay viajou à Carolina do Sul para participar de um congresso da American Autonomic Society, organização que reúne especialistas no sistema nervoso autônomo. Aos 24 anos e em uma cadeira de rodas, ele fez uma apresentação sobre seu caso para cientistas do mundo inteiro reunidos no evento. "Eu acreditava que tinha um problema muito grave no sistema nervoso autônomo e que [esse problema] não se encaixava na maioria das descrições [na literatura médica]" – Doug Lindsay Diagnóstico e tratamento O caso de Lindsay chamou a atenção do médico H. Cecil Coghlan, professor da Universidade de Alabama, em Birmingham. Lindsay achava que tinha algum problema em suas glândulas suprarrenais (que estão localizadas acima dos rins e liberam hormônios como adrenalina). Com a ajuda de Coghlan, ele conseguiu determinar que sua doença estava relacionada à produção excessiva de adrenalina pelas glândulas suprarrenais. Lindsay teve de abandonar a faculdade e passava 22 horas por dia preso a uma cama, sem conseguir caminhar mais do que alguns passos Arquivo pessoal Disposto a encontrar uma solução para seu problema, Lindsay discutiu com Coghlan a ideia de tentar adaptar um medicamento que já existia, mas nunca havia sido usado em uma doença como a sua. O tratamento, adotado a partir de 2004, envolvia a administração de noradrenalina via terapia intravenosa, 24 horas por dia. Lindsay diz que a medicação teve efeito e evitou que seu quadro piorasse, mas ele continuava doente e ainda não sabia exatamente o que estava causando a produção excessiva de adrenalina. "Nós pensamos que, se eu tivesse um tumor na glândula suprarrenal, que estivesse liberando adrenalina, uma cirurgia poderia resolver o problema. Mas eu não tinha um tumor, e nós levamos quase dois anos até descobrir o que eu realmente tinha", relata. O caso de Lindsay chamou a atenção do médico H. Cecil Coghlan, que o apoiou na busca por um diagnóstico Arquivo pessoal Em 2006, sete anos depois de ficar doente, Lindsay finalmente conseguiu uma resposta: um exame de medicina nuclear revelou uma anormalidade na medula (parte central) de suas glândulas suprarrenais. "O centro das minhas glândulas suprarrenais era hiperativo (o que levava à produção em excesso de adrenalina) e meu corpo era hipersensível a isso. O que poderíamos fazer (para resolver o problema) era remover (a medula) das glândulas suprarrenais", observa. Mas esse tipo de cirurgia não existia. Lindsay então decidiu inventar uma. "Eu passei os próximos quatro anos tentando descobrir uma maneira de fazer essa cirurgia e, depois, tentando encontrar um médico que aceitasse realizar a operação" – Doug Lindsay Lindsay acabou encontrando relatos de cirurgias que removeram essa parte central da glândula suprarrenal em animais. Ele estava disposto a ser o primeiro humano a passar pelo procedimento. Cirurgia e recuperação Somente em 2010, depois de 11 anos passados na maior parte do tempo preso a uma cama, Lindsay conseguiu reunir uma equipe médica que concordou em fazer a cirurgia, na Universidade de Alabama. Três semanas depois, ele já conseguia sentar, ficar em pé e até caminhar sem os sintomas que o afligiram por tanto tempo. Em 2012, ele fez a segunda cirurgia, na glândula suprarrenal do lado direito. Hoje Lindsay diz levar uma vida produtiva. Ele ainda precisa tomar nove remédios por dia, mas acredita que eventualmente poderá reduzir a quantidade de medicamentos. "Eu não posso correr, não posso comer o tipo errado de comida. Ainda tenho desafios. Mas eu posso viver a maior parte de uma vida normal, o que é maravilhoso" – Doug Lindsay Lindsay conta que sua mãe já estava muito doente quando ele conseguiu fazer a cirurgia, e ela não pôde se submeter a uma operação. Ela morreu em 2016. Mas ele credita ao tratamento que inventou o fato de que a mãe pôde viver seus últimos anos com menos dor. Coghlan, o médico que acreditou nele e o ajudou a diagnosticar e tratar a doença, morreu em 2015. Em 2016, Lindsay finalmente conseguiu se formar em biologia. Hoje, aos 42 anos, ele dá palestras sobre sua trajetória e compartilha sua experiência com médicos e pacientes com doenças raras. Ele planeja criar um centro para promover inovação e colaboração entre pacientes e médicos. Lindsay dá palestras sobre sua experiência e atua como consultor médico para ajudar outros pacientes com doenças raras Arquivo pessoal Ele afirma que continua pesquisando sobre sua doença e espera um dia atuar em parceria com uma universidade para analisar a causa genética da enfermidade. "Um teste genético tornaria um processo tão complicado (até conseguir um diagnóstico) muito mais simples", ressalta. "Não acho que minha doença é tão rara que somente minha família tem. Acho que minha família foi a única que conseguiu ser diagnosticada, por causa do trabalho que fiz." VÍDEOS: OUTRA DOENÇA MISTERIOSA As autoridades de saúde dos EUA investigam uma doença que atinge os pulmões de jovens que fumam cigarros eletrônicos. Os médicos dizem que até o cérebro pode ser afetado. Confira nos vídeos abaixo: 'Doença misteriosa' ligada ao cigarro eletrônico preocupa pesquisadores nos EUA Médicos associam mortes causadas por doença pulmonar misteriosa a cigarros eletrônicos
Maranhão não atinge meta mínima de cobertura vacinal contra sarampo

O estado conseguiu atingir apenas 90% da meta mínima. Seis casos de sarampo foram confirmados em 2019 no Maranhão, diz Secretaria da Saúde. Divulgação/Julyane Galvão O Maranhão é um dos nove estados que não conseguiram atingir a meta mínima de 95%, estabelecida pelo Ministério da Saúde, da cobertura vacinal contra o sarampo. De acordo com balanço divulgado nessa sexta-feira (13) pelo órgão do Governo Federal, o Estado conseguiu apenas 90% da meta. Em 2019, duas campanhas nacionais foram realizadas com o objetivo de combater e prevenir a doença. A primeira fase teve como público-alvo crianças de seis meses e menores de cinco anos. Já a segunda teve como foco jovens entre 20 a 29 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, além do Maranhão, não conseguiram atingir a meta mínima de cobertura vacinal os estados do Amapá (94,9%), São Paulo (93,7%), Piauí (91,9%), Acre (91,4), Bahia (88,9%), Roraima (87,9%) e Pará (85,4%). Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os Estados como Mato Grosso do Sul (115,92%), Alagoas (115,7%), Rondônia (114,4%), Paraíba (110,2%), Pernambuco (109%) e Ceará (108,2%) ultrapassaram a meta de vacinação. Casos de sarampo no Maranhão Seis casos de sarampo foram confirmados em 2019 no Maranhão, sendo que em nenhum deles houve registro de morte, é o que diz o mais atual boletim epistemológico do Ministério da Saúde. Os números foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Os dois últimos casos atingiram uma criança de um ano de idade, no município de Lima Campos, e um homem, de 32 anos, que veio de São Paulo visitar a família na cidade de Pedreiras. Nos dois casos, as pessoas não eram vacinadas contra a doença. Os outros quatro casos foram registrados nos municípios de Vitorino Freire, em uma mulher de 40 anos de idade, também vinda de São Paulo; Lago da Pedra, em um bebê de oito meses de vida; São Luís, em um homem vindo da cidade de Santos (SP), e Caxias, em um bebê de sete meses. Em todos os casos foram realizadas ações de bloqueio, com imunização dos contatos diretos, por meio da Vigilância Epidesiológica. O que diz a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão? Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúdo do Maranhão (SES) informou que o Maranhão registrou, até o momento, seis casos de sarampo. Ainda segundo a SES foi realizada capacitação de profissionais, além de efetuar a dispensação da vacina e insumos para Unidades Regionais de Saúde (URS), conforme cronograma previsto do Ministério da Saúde. Ainda em nota, a SES informou ainda que o Estado desenvolva ações complementares de vacinação, a ação da Secretaria não pode ser substituída pela ação municipal. Sobre a cobertura vacinal, será recomendado o reforço da vacinação de rotina nas unidades básicas de saúde do Maranhão.
As razões fisiológicas para sentirmos mais vontade de fazer xixi quando está frio

Já percebeu que, quando está frio, sentimos mais vontade de urinar? Conheça as razões fisiológicas por trás desse fenômeno curioso. A frequência com que urinamos depende, em grande medida, de quanto e de qual tipo de líquido ingerimos Getty Images via BBC É muito difícil definir quantas idas diárias ao banheiro podem ser consideradas normais. Isso porque nossa vontade de fazer xixi depende em grande medida de quanto líquido bebemos, que tipo de bebida é essa, se tomamos alguma medicação e o quanto transpiramos. Apesar disso, uma medida bastante aceita é de até sete vezes ao longo do dia e uma vez à noite, como explica à BBC News Mundo Blanca Madurga, especialista da Unidade de Urologia Funcional, Feminina e Urodinâmica do Hospital Universitário Puerta del Mar, na Espanha. Mas, para além do número de idas ao banheiro, uma pergunta persiste: por que, quando está frio, costumamos urinar mais que nos dias de calor? Esse fenômeno não apenas é normal, como também ocorre com todas as pessoas, independentemente da frequência com que façam xixi. Efeitos diversos Em linhas gerais, a explicação é bastante simples. "Quando faz frio, nosso corpo não está tão dilatado quanto no verão - algo muito fácil de comprovar, se observarmos nossos pés ou nossas mãos - e esse inchaço acontece porque há uma retenção de líquidos", explica Madurga. "No inverno, como estamos mais contraídos, essa retenção de líquidos é menor e, por isso, produzimos mais urina do que no verão, quando também perdemos líquido por meio do suor", acrescenta. O que acontece durante o inverno, quando nos expomos a temperaturas baixas, é a chamada diurese do frio ou diurese induzida pelo frio. Quando as temperaturas caem, os vasos sanguíneos do nosso corpo se contraem para concentrar a maior quantidade possível de fluxo sanguíneo ao redor de nossos órgãos vitais, que ficam longe da pele. Por esse motivo, sentimos frio nas mãos, nos pés, no nariz e em outras extremidades. Quando os vasos se contraem, isso significa que o sangue - que existe na mesma quantidade - tem menos espaço para circular, fazendo subir a pressão sanguínea. É nesse momento que entra em ação a diurese: as células arteriais nos rins percebem um aumento da pressão e enviam um sinal para que os rins eliminem líquidos que não são necessários e, assim, regular a pressão arterial. Com isso, acabamos urinando mais. Essa descrição diz respeito, entretanto, a casos em que a bexiga está saudável. Mas podem existir outras situações, em que exista "uma patologia de base que seja uma bexiga hiperativa - uma bexiga que produz uma vontade de urinar urgente", diz a uróloga. "Isso pode ser gerado por uma contração involuntária do músculo que rodeia a bexiga, que se ativa quando ingerimos líquido ou com o frio em geral." Se for fazer exercício ao ar livre quando o tempo estiver gelado, prepare-se... Getty Images via BBC Bons hábitos Madurga explica que, ainda que urinemos mais no inverno, não é necessário tomar mais líquido por isso. O recomendável segue sendo "entre dois e dois litros e meio por dia", destaca a médica. Tão importante quanto manter bons hábitos de hidratação é cuidar da nossa bexiga, como explica um material informativo do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês), que recomenda uma série de medidas simples para manter uma bexiga sadia. Uma das sugestões é evitar o hábito de ir ao banheiro "por via das dúvidas", já que isso faz com que nossa bexiga tenha menor capacidade. "Vá ao banheiro quando a bexiga estiver cheia e sentir que precisa ir", diz o texto. Mas o material esclarece ainda que não há problema em esvaziar a bexiga antes de ir dormir. Outra recomendação é dedicar o tempo necessário ao momento de urinar, para dar à bexiga a oportunidade de se esvaziar por completo. "Urinar às pressas pode fazer com que a sua bexiga não se esvazie por completo e aumentar o risco de infecções urinárias." Por que fazemos mais xixi no inverno?

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