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NOTÍCIAS :: TODAS

15/08/2019 16:01:58
Fonte: abcfarma
17/03/2017 22:05:30
Fonte: cura pela natureza
02/09/2016 21:53:03
Fonte: abcFarma
02/09/2016 20:55:02
Fonte: abcfarma
02/09/2016 20:26:46
Fonte: abcfarma
15/07/2016 18:24:47
Fonte: Fãs da psicanálise
15/07/2016 18:14:20
Fonte: Fãs da psicanálise
15/07/2016 18:00:55
Fonte: Fãs da psicanálise
21/06/2016 13:50:43
Fonte: oncoguia
18/06/2016 12:08:00
Fonte: direto de Brasilia
02/06/2016 12:42:53
Fonte: saúde e dicas
02/06/2016 12:21:34
Fonte: saude e dica
11/05/2016 19:42:30
Fonte: significados.com.br
11/05/2016 19:36:52
Fonte: doenças em Geral
11/05/2016 19:07:54
Fonte: Dr. Marcio
21/03/2016 13:24:34
Fonte: ABC FARMA
21/03/2016 13:21:02
Fonte: ABC FARMA
17/12/2015 19:10:37
Fonte: Tua Saúde
04/11/2015 13:25:50
Fonte: veja
04/11/2015 12:56:36
Fonte: g1
11/07/2015 09:23:24
Fonte: WMS
12/06/2015 19:59:51
Fonte: abc farma
18/05/2015 13:58:58
Fonte: Inova
18/05/2015 13:52:15
Fonte: Inova
18/05/2015 13:27:09
Fonte: clarissa tomé
15/05/2015 21:50:39
Fonte: guia de farmácia
15/05/2015 16:31:06
Fonte: sanavita
15/05/2015 16:17:41
Fonte: sanavita
15/05/2015 15:36:33
Fonte: Sanavita
15/05/2015 15:28:05
Fonte: sanavita
15/05/2015 15:08:23
Fonte: sanavita
15/05/2015 09:57:22
Fonte: sanavita
15/05/2015 09:51:28
Fonte: Sanavita
12/05/2015 13:47:23
Fonte: Sanavita
11/05/2015 08:54:40
Fonte: Sanavita
08/05/2015 22:26:36
Fonte: F.B.A.G.O
08/05/2015 12:59:08
Fonte: Dr. Leo
25/04/2015 16:26:53
Fonte: emssaude
25/04/2015 16:24:55
Fonte: EmsSaúde
25/04/2015 16:15:51
Fonte: RFD E Saúde
25/04/2015 14:34:58
Fonte: emssaúde
25/04/2015 12:54:07
Fonte: EmsSaúde
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Guia da Farmácia
10/04/2015 11:00:00
Fonte: abcfarma
10/04/2015 11:00:00
Fonte: fabricantes e dermatologistas
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Por Marcelo Cristian – Farmacêutico pós-graduado
10/04/2015 11:00:00
Fonte: Doutora Giovanna Dimitrov Consultora farmacêutica (CRF-SP 15.794)

Notícias portal G1:

Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos confirmados de coronavírus, diz ministério
Em relação ao sábado, balanço nacional deste domingo tem 22 novas mortes e 352 novos casos confirmados. Brasil registra 4.256 casos de Covid-19; 136 pessoas morreram O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (29) o mais recente balanço dos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais números são: 136 mortes 4.256 casos confirmados 3,2% é a taxa de letalidade O estado de SP concentra 1.451 casos e o RJ, 600. O balanço acrescentou 22 mortes ao total. No balanço do dia anterior, o Brasil tinha 114 mortes. Isso representa um aumento de 19% no número de mortes. O domingo teve o mesmo acréscimo em número de mortes do sábado, em que também houve 22 vítimas a mais. São os dois dias com mais registros de mortes no Brasil pelo novo coronavírus até agora. O número de casos confirmados aumentou em 352 no balanço deste domingo. Até o dia anterior, eram 3.094 confirmados. O aumento do número de casos foi de 9%. O aumento de casos foi menor do que o de sábado, quando foram 487 novas confirmações. A taxa de letalidade subiu de 2,8% até o sábado para 3,2% neste domingo. Entre as 136 mortes, 98 aconteceram no estado de São Paulo. Houve um aumento de 14 mortes em SP no balanço deste domingo. O números consideram as pessoas cujos resultados dos testes já foram apresentaram e testaram positivo. O número não considera casos suspeitos. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus GRUPOS VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Initial plugin text
Principal especialista de Trump para Covid-19 prevê que haverá de 100 a 200 mil mortes pela doença nos EUA

Anthony Fauci, um dos infectologistas mais respeitados no mundo, faz parte da força-tarefa montada pelo presidente americano para tentar conter a doença, que já tem mais de 125 mil casos e 2 mil mortes nos Estados Unidos. O infectologista Anthony Fauci, atrás de Trump, em foto de coletiva de imprensa no dia 25 de março. Mandel Ngan/AFP O infectologista Anthony Fauci, um dos mais respeitados do mundo, declarou neste domingo (29) em um programa da rede de televisão americana CNN que calcula que haverá entre 100 e 200 mil mortes por Covid-19 nos Estados Unidos. Fauci faz parte da força-tarefa montada por Donald Trump para tentar conter a doença. "Eu diria entre 100 mil e 200 mil casos", disse Fauci, que em seguida se corrigiu para dizer que se referia ao número de mortes. "Teremos milhões de casos", disse, acrescentando que não queria ficar preso aos números porque a pandemia é um "alvo em movimento". Até as 13h20 deste domingo (29), os EUA haviam registrado mais de 125 mil casos de Covid-19 no mundo, o maior número de infecções, e 2.197 mortes, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins. Nova York, o estado mais atingido, tem mais de 53 mil casos e pode ficar sem equipamentos médicos. No sábado (28), Trump chegou a considerar uma possível quarentena para o estado, mas, depois, desistiu da medida. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março No dia 16 de março, o governo Trump anunciou orientações, para cerca de metade do país, para frear a disseminação do vírus, incluindo o fechamento de escolas. O presidente também pediu às pessoas que evitassem grupos de mais de 10 pessoas, viagens, bares, restaurantes e praças de alimentação. A cada 3 pessoas nos EUA, uma está vivendo sob ordens de governos estaduais ou municipais para que fique em casa, diz a Associated Press. EUA têm mais de 100 mil casos de coronavírus, e Trump pede que as pessoas fiquem em casa Agora, o governo americano considera se vai ou não afrouxar as regras de distanciamento social em áreas que não foram tão atingidas pelo novo coronavírus. Trump chegou a falar em encerrar o distanciamento social até a Páscoa, no dia 12 de abril, mas, nos últimos dias, profissionais de saúde têm alertado que o prazo é curto demais para as áreas urbanas do país, bastante afetadas, diz a agência Associated Press. Segundo o jornal americano "The New York Times", 19 dos 50 estados do país têm pelo menos 1.000 casos de Covid-19. Mas mesmo os estados com poucos casos até agora têm que se preparar, alertou a chefe da força-tarefa da Casa Branca para conter o vírus, Deborah Birx. Deborah Birx, chefe da força-tarefa da Casa Branca para conter a Covid-19, em coletiva no dia 23 de março. Drew Angerer/Getty Images/AFP "Nenhum estado, nenhuma região metropolitana será poupada", disse Birx em entrevista à NBC. Fauci disse que só apoiaria o afrouxamento das medidas de distanciamento social em áreas menos atingidas se mais testes forem produzidos para monitorar esses locais. Na Louisiana, no sudeste do país, o governador alertou que "continuamos numa trajetória para sobrecarregar a nossa capacidade de fornecer cuidados médicos". O estado é um dos que têm mais casos da doença - eram 3.315 até a última atualização do "The New York Times"). Profissionais de saúde fazem testes para Covid-19 em Nova Orleans, na Louisiana, sudeste dos Estados Unidos, na sexta-feira (27). Kathleen Flynn/Reuters "No fim da primeira semana de abril, acreditamos que o verdadeiro problema serão os ventiladores [mecânicos]. E achamos que, no dia 4 ou 5 de abril ou antes, não conseguiremos colocar pessoas em ventiladores em Nova Orleans", disse o governador, John Bel Edwards. "E aí, alguns dias depois, não teremos mais camas". Edwards disse que as autoridades do estado têm pedidos para mais de 12 mil ventiladores, mas, até agora, só foram recebidos 192. 'Negação' no início foi 'mortal', diz líder da Câmara A líder da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, em coletiva na sexta-feira, 27 de março. Alex Edelman/AFP A líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que a "negação" inicial de Trump em relação à Covid-19 foi "mortal". Ela disse, ainda, que o presidente não deveria remover as medidas de distanciamento social tão rápido. "Deveríamos estar tomando todas as precauções. O presidente, a negação dele no começo foi mortal", disse Pelosi à rede de televisão americana CNN neste domingo (29). No início dos casos nos EUA, Trump minimizou a extensão que a crise teria repetidas vezes. Quando questionada sobre isso, Pelosi disse acreditar que isso custou vidas americanas. "Agora, eu acho que a melhor coisa seria evitar mais perdas de vidas em vez de abrir as coisas, porque nós simplesmente não sabemos", declarou. Initial plugin text
Brasil deveria fazer 'esforço de guerra' para manter as pessoas em casa, diz economista da Universidade de Chicago

Professor na escola em que o ministro Paulo Guedes se formou, Luigi Zingales critica a postura do governo diante de pandemia e defende renda universal para brasileiros financiada por taxação de riquezas. Universidade de Chicago, nos Estados Unidos Universidade de Chicago O economista italiano Luigi Zingales é professor há quase 30 anos na faculdade de negócios da Universidade de Chicago, celeiro de ideias capitalistas liberais na qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, se orgulha de ter estudado. Os dois discordam, no entanto, sobre os caminhos a seguir diante da pandemia de coronavírus que já contaminou 660 mil pessoas e matou ao menos 30 mil no mundo todo. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março Guedes e sua equipe defendem o isolamento vertical, em que só pessoas consideradas de grupos de risco tem sua circulação restringida, mas têm tido dificuldade de se desvencilhar dos limites do teto de gastos públicos e defenderam uma ajuda às famílias vulneráveis de um quinto de salário mínimo. Zingales afirma que a crise de Covid-19 exige uma resposta dos governos à altura de um esforço de guerra e que deveriam fazer todo possível para manter o maior número possível de seus cidadãos em casa. O economista italiano defende a criação de uma renda emergencial universal, condicionada ao cumprimento do confinamento por semanas. O dinheiro viria da taxação de riquezas, uma pauta historicamente ligada à esquerda no Brasil, e da impressão de moeda, com o cuidado de manter a inflação sob controle. Autor de Saving Capitalism from the Capitalists (2003; Salvando o Capitalismo dos Capitalistas, em tradução livre) e A Capitalism for the People: Recapturing the Lost Genius of American Prosperity (2012; Um capitalismo para o povo: recuperando o talento perdido da prosperidade americana, em tradução livre), o economista é considerado um dos mais importantes pensadores liberais da atualidade. Ele diz que não se baseia em um imperativo moral ao recomendar a quarentena irrestrita. A partir dos dados disponíveis da pandemia, ele calcula que, nos Estados Unidos, se o governo não fizer nada para reduzir a circulação do vírus, isso custaria o equivalente a três vezes o PIB anual americano. Zingales conhece pessoalmente as agruras impostas por pandemias: em 1919, a irmão de seu avô morreu em decorrência da gripe espanhola. Agora, o economista acompanha com aflição o quadro de saúde da filha, que vive em Paris e está infectada pelo Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus. Zingales falou à BBC News Brasil por telefone. Ele tem respeitado quarentena, embora Chicago, onde vive, não seja um epicentro da doença no país. BBC News Brasil - Existe realmente uma escolha entre garantir a saúde das pessoas ou manter a economia dos países nos trilhos? Luigi Zingales - Se você puder conter cedo os efeitos da epidemia, se fizer o que a Coreia do Sul fez, testagem e rastreamento em massa desde o ínício para evitar o espalhamento do vírus, você salva vidas e você salva a economia. Dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. No entanto, conforme as coisas se desenrolam, fica difícil conter o espalhamento do vírus sem alguma forma de confinamento. E confinamento é apenas uma das peças do pacote de ações. Sozinho, ele não é suficiente, mas é sim um passo necessário. E, com o confinamento, você tem algumas repercussões negativas na economia. Não nego isso. Mas o problema fundamental é: se não tomarmos nenhuma precaução pra conter a epidemia, quantas pessoas vão morrer porque temos capacidade limitada nos hospitais? Esse é o maior problema que temos de enfrentar agora. BBC News Brasil - As pessoas que defendem o fim imediato da quarentena porque temem morrer de fome têm razão de se preocupar? Deveríamos voltar à vida normal e aceitar as mortes que virão? Ou isso nos custaria mais caro, se quisermos pensar só economicamente? Zingales - Em primeiro lugar, existem muito mais considerações além da questão econômica nessa decisão de confinar ou não as pessoas. Mas, mesmo se não quisermos mencionar a moralidade do dilema e quisermos nos ater a um cálculo puramente econômico, os economistas criaram uma ferramenta para lidar com essas situações, que se chama análise de custo e benefício. Em termos técnicos, a gente assume que podemos estimar valores para todas as coisas, o que na prática, não é tão simples, claro. Mas, neste raciocínio, a análise de custo benefício vai colocar um valor em cada vida que nós salvarmos. Pra saber se vale a pena manter essas políticas de confinamento, precisamos saber quantas vidas podemos salvar com elas, o que é extremamente difícil de responder, porque temos uma escassez de dados bons, e o desejável seria ter muito mais do que temos no momento. Mas o desafio era esse, e fiz esse cálculo: é claro que há espaço para variações, mas a conclusão é que a quantidade de perdas de vidas é comparável à perda de todo o PIB americano em 3 anos. O valor da estimativa para a vida humana nos Estados Unidos pode variar entre US$ 7 milhões e US$ 10 milhões (nota da redação: Zingales se baseia no valor estimado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, que usa o valor para calibrar medidas antipoluição, por exemplo). Vamos considerar então um valor entre um ponto e outro: US$ 9 milhões. Se você puder salvar um milhão de vidas — na verdade é muito mais — é como se você tivesse deixado de perder US$ 9 trilhões, o que equivale a um terço do PIB. Então, você poderia interromper completamente a atividade econômica dos Estados Unidos por quatro meses para chegar no mesmo nível de perda. (nota da redação: considerando os dados de estimativas de doentes e o percentual de letalidade da doença em sistemas de saúde saturados, Zingales afirma que sem qualquer medida de contenção, a epidemia pode custar US$ 65 trilhões aos Estados Unidos, ou o equivalente a três vezes o PIB anual do país). Mas a boa notícia é que não é preciso paralisar toda a economia para cumprir a quarentena. Muitas coisas hoje seguem funcionando remotamente, mesmo com as pessoas em casa. Claro que haverá sim grandes perdas econômicas, mas, a partir dos cálculos, concluímos que vale a pena encará-las. Existe uma segunda questão da qual vamos ter que cuidar e que é igualmente importante à preservação das vidas: precisamos distribuir os custos do combate à pandemia. Por um lado, sabemos que a doença mata mais os idosos, não apenas eles, mas majoritariamente eles. E, ironicamente, todas as medidas que estamos tomando para parar o vírus, como o distanciamento social, tendem a prejudicar mais economicamente os jovens e os mais pobres. Isso porque os mais velhos costumam ter algum tipo de aposentadoria, então, mesmo trancados em casa, eles estão com essa renda garantida. O mesmo vale pra quem faz trabalho intelectual, que pode ser feito de casa. Mas quem faz trabalho manual vai ser impedido de trabalhar pelo confinamento. Então, vai ser necessário redistribuir essa renda, dos mais velhos pros mais novos, dos mais ricos pros mais pobres BBC News Brasil - Por isso o Congresso americano aprovou o maior pacote de estímulo econômico da história na semana passada, com seus US$ 2 trilhões em orçamento, certo? Zingales - Sim, a redistribuição é uma política necessária. Mas tenho grandes dúvidas se os Estados Unidos estão fazendo isso certo, porque me parece que eles estão mais garantindo subsídios a empresas do que realmente distribuindo para as famílias jovens. BBC News Brasil - Temos hoje governos que prometeram reduzir o tamanho do Estado em países como Estados Unidos, Brasil e Reino Unido, em uma nova abordagem neoliberal. Isso é compatível com o combate de uma crise pandêmica como a atual? Zingales - Acho que, a princípio, é compatível, mas, na prática, não me parece estar sendo bem feito. Em 2003, escrevi um livro chamado Salvando o capitalismo dos capitalistas. Um dos pontos que argumentava ali é que é muito importante ter alguma rede de proteção social, porque, quando há uma crise, como a atual, que força os governos a intervir, os governantes tomarão as medidas sob pressão, e essa intervenção vai ser distorcida pelos grupos de interesse. Se você cria um sistema preventivo de seguridade social, você tende a ter algo mais eficiente. Infelizmente a atual pandemia de coronavírus comprova a minha tese. Países que têm sistemas de bem estar social mais consolidados, como a Dinamarca, o Norte europeu, estão se saindo muito melhor em lidar com a crise, sem a necessidade de uma série de intervenções agudas, como as que estamos vendo nos Estados Unidos, onde não há rede de proteção social. Mas essas intervenções emergenciais são altamente distorcidas, e é por isso que o Senado americano aprova um pacote de US$ 2 trilhões, o que em tese significaria conceder US$ 6 mil por pessoa ou US$ 24 mil por família, mas ninguém vai receber isso tudo de dinheiro (a estimativa é que cada família receba US$ 1,2 mil). E a maior parte desse valor vai ser dado pra empresas, e muita gente vai ganhar muito dinheiro no caminho. Então, isso é um tipo terrível de socialismo corporativista. BBC News Brasil - Muitas pessoas têm questionado o fato de que são cobradas a ter reservas financeiras para viver por 6 meses sem salário, mas que não se cobra das empresas que tenham poupanças para casos de crise como esse. Por que há essa diferença de tratamento dos governos entre pessoas e empresas? Zingales - Infelizmente, é verdade que grupos organizados recebem mais atenção do governo do que indivíduos. Então, as empresas, especialmente as maiores, são as instituições mais organizadas e influentes. Aqui nos Estados Unidos, as empresas sustentam a atividade política. Se meu doador de campanha me diz 'preciso de ajuda', eu vou ouví-lo e vou provalvelmente atendê-lo. Nenhum indivíduo sozinho tem essa força. BBC News Brasil - Pensando na diferença entre países ricos e países pobres, o que você acha que vai acontecer de diferente no combate à crise do ponto de vista tanto da saúde quanto da economia em países como Brasil, Índia, México? Zingales - Na minha visão, as diferenças não se devem tanto à riqueza de um país, mas à qualidade de suas instituições e, infelizmente, há uma grande correlação entre essas duas variáveis. O que vimos até agora foi mais uma divisão mais entre Ocidente e Oriente do que propriamente entre Norte e Sul. Se você pega o jeito como Taiwan, Coreia, Singapura responderam à crise, eles foram muito mais eficientes do que países com governos menos organizados, como Itália e Espanha, que estão protagonizando desastres. Claro que quanto mais cedo a pandemia chega a seu país, menor seu tempo de resposta, e isso pode afetar a qualidade da sua reação. Em parte, acho que a Itália também sofreu por isso. Na América Latina, curiosamente, o problema chegou por último, havia muito tempo para se planejar, mas os países latinos basicamente desperdiçaram essa vantagem. E, para piorar, no Brasil, Bolsonaro não está levando o vírus a sério, então, o país está começando a guerra com uma desvantagem imensa. Infelizmente, a solução para a questão é a mesma para todos os países, desenvolvidos ou não: diminuir o espalhamento da doença por meio do confinamento geral, testar o máximo de pessoas, rastrear e isolar os infectados, tenham eles sintomas ou não. E a capacidade de fazer isso depende de duas coisas: primeiro, da quantidade de infectados, e segundo, da eficiência do governo e da administração pública. Meu medo é que, nos Estados Unidos, a organização pública já não é particularmente eficiente, mas não é tão ineficiente quanto no Brasil. E se você tem um percentual alto de infectados, é praticamente impossível seguir o modelo coreano. Está fora de questão rastrear metade da população. O que me aterroriza é que chegamos a uma situação muito dramática: se você tem muita gente contaminada em meio a uma sociedade aberta, é impossível ter a quantidade de leitos necessária para tratar todo mundo. Então, você tem um aumento na mortalidade. BBC News Brasil - Vamos pensar no Brasil, uma economia que vem de sua pior crise econômica histórica, cujo crescimento do PIB seria de apenas algo em torno de 1,5% esse ano em uma projeção antes da epidemia, cuja moeda vale menos de um quarto de dólar e com 40% dos trabalhadores informais. Se fosse o ministro da Economia do Brasil, o que você faria? Zingales - Essa é uma pergunta muito difícil, não só pelo que você listou, mas, sem querer fazer parecer ainda pior, a economia brasileira depende muito de commodities. Os preços das commodities estão em baixa, e é esperado que continuem assim no futuro próximo. Então, acho que a perspectiva para a economia brasileira não é assim tão boa. Então, se eu fosse o ministro, tentaria dividir as medidas entre o que é necessário imediatamente para vencer o vírus e o que fazer depois pra consertar a economia. Em uma situação de guerra, você resolve primeiro o perigo mais iminente, depois se preocupa com o resto. E o principal problema agora é conter o espalhamento da doença. Então, o Brasil deveria fazer esforço de guerra para manter as pessoas em casa. E, nesse caso, isso significa que você precisa dar alguma forma de seguro desemprego, alguma renda mínima universal ou para uma grande fração da população por um período de tempo, e condicionando isso a ficar em casa. Precisa haver um incentivo muito forte para ficar em casa, e a melhor forma de fazer isso é por meio de um subsídio agora e no futuro próximo, condicionados a você não ser pego perambulando pela rua e arruinando o plano. Se você violar o toque de recolher, você perde o benefício. Se ficar doente, vai para o isolamento em um hospital. Se o governo age dessa maneira, consegue a atenção das pessoas, as sensibiliza. A questão é que não parece haver entendimento político e vontade política para seguir esses passos. E, sinceramente, acho que esse é agora o maior problema no Brasil. Numa situação como essa, quanto mais você espera para fazer o que é necessário, maior será o custo disso. Você começou essa entrevista me perguntando se eu via uma contradição entre salvar vidas e salvar a economia, e o que te disse foi: não há desde que você aja cedo. Mas se você esperar, há sim. O mais triste é que essa crise acontece em um momento muito difícil para (o presidente americano Donald ) Trump, por causa das eleições (presidenciais, em novembro). Mas Bolsonaro tem muito mais tempo de mandato pela frente que Trump e poderia ter entendido isso, tomado uma ação, mesmo que isso afetasse sua popularidade nesse momento, porque o resultado no longo prazo o recuperaria disso. O risco de pandemia era claro e foi subestimado. BBC News Brasil - Seu raciocínio de custo-benefício implica que, de qualquer maneira, o impacto sobre a economia será muito alto. Se a crise custar US$ 2 trilhões a cada dois ou três meses só nos EUA, ou se o Reino Unido vai bancar 80% dos salários pelos meses que a crise durará, qual será o resultado de um endividamento tão grande dos governos depois da crise? Zingales - Sim, você tem razão nesta preocupação, porque, em nosso cálculo, estimamos o valor de vidas humanas, mas não estamos criando renda monetária a partir disso, então, os governos terão que fazer dívidas que terão de pagar em algum momento. E, para países como o Brasil ou a Itália, países que não são desenvolvidos, é muito mais difícil pagar do que para países como Estados Unidos, que, por terem uma moeda forte, podem contrair dívidas altas sem detonar uma crise de confiança. É difícil traçar essa linha para países como o Brasil fazer o que quer que seja necessário para salvar vidas, porque, ao fazer isso, pode se chegar ao ponto em que não se consegue mais dinheiro emprestado. E entra um novo cálculo de custo benefício: quão longe podemos ir com essa política sem que nossa situação fique muito ruim. BBC News Brasil - Mas é muito difícil saber qual é essa linha, afinal. Zingales - Sim, nós não sabemos, e podemos chegar a múltiplos resultados a depender das nossas premissas. Acho que se os Estados Unidos fizessem um pouco mais de financiamento monetário do seu déficit, isso não seria o fim do mundo, teríamos um pouco mais de inflação. No Brasil, a situação é diferente, porque o país tem uma longa história de hiperinflação, e, nos últimos tempos, tem conseguido controlar isso. O risco de retornar à hiperinflação não é trivial. Se você quiser fazer massivos financiamentos da dívida, isso vai ser problemático. Por outro lado, esse nível de crise demanda alta intervenção. Vejo uma provável necessidade de criar impostos sobre grandes fortunas, porque, durante guerras, seus meios de financiar um país são basicamente imprimindo dinheiro ou criando alguma maneira de taxar riquezas. Sou sempre contrário a esse tipo de solução em tempos comuns, mas, em situações extremas, essa pode ser a forma para resolver. Isso traria o benefício de salvar o país do desespero, um bem público geral. Mas quem ganha mais com isso são os ricos, porque não só salvam suas vidas como também preservam muito do valor de sua riqueza. Parece contraditório, mas é simples: imagine um país que perdeu um percentual grande de sua população, um monte de coisas simplesmente perdem o valor ali já que a demanda cai drasticamente. Então, em uma situação como essa, é preciso ao menos criar esse imposto sobre fortunas para poder ser mais agressivo em custear uma redistribuição de renda que permita o confinamento da população. É claro que sempre existe o risco de uma fuga de capitais, de as pessoas simplesmente tirarem seu dinheiro do Brasil, mas é justamente pra isso que o Brasil precisa melhorar seus sistemas de rastreamento de dinheiro. Não sei se o Congresso brasileiro estaria disposto a dar esse passo, mas certamente seria uma linha racional de ação. BBC News Brasil - O senhor é italiano, no seu país há uma epidemia muito grave, com um mortalidade de quase 10%. O que deu tão errado na Itália? Zingales - É sempre uma combinação de fatores. As regiões que se saíram melhor, como Veneto, de onde eu venho, adotaram testes massivos, rastreamento de infectados e um isolamento maior. Na Lombardia, eles foram arrogantes e descuidados. Um pouco como o Bolsonaro. Na verdade, o Prefeito de Milão foi às ruas no fim de fevereiro, com um drink em mãos, pra dizer que ali a doença não os tinha abatido. Isso foi um erro gigante. Initial plugin text
Coronavírus: os 4 pilares para manter a imunidade em dia

Praticar exercícios físicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimentação balanceada são importantes para manter nosso sistema de defesa funcionando. Coronavírus Sars-CoV-2, que provoca a Covid-19 Amanda Georgia/G1 Responsável pelas defesas naturais do nosso organismo, o sistema imunológico virou o centro das atenções em tempos de coronavírus. Isso porque, como ainda não temos medicamentos ou vacinas para nos proteger desse novo vírus, combatê-lo depende inicialmente da capacidade de resposta de cada indivíduo à doença, conhecida como covid-19. Sendo assim, mesmo que não impeça ninguém de contrair a doença, ter uma imunidade em dia é vital para ajudar na luta contra a infecção e na recuperação do doente, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo eles, são quatro os pilares de uma "boa imunidade": praticar exercícios físicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimentação balanceada. Mas, antes de tudo, os especialistas alertam para outro tipo de combate, contra a "desinformação". O principal mito é a suposição de que podemos "elevar nossa imunidade", dizem. "Não existe essa história de imunidade alta. Existe imunidade normal ou imunidade baixa por algum problema que a pessoa tenha, como doenças ou uso de medicamentos imunossupressores (que reduzem a atividade ou eficiência do sistema imunológico, usados, por exemplo, quando o paciente recebe um órgão transplantado). Imunidade alta não existe, não tem como elevar a imunidade", explica o infectologista Alberto Chebabbo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor-médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro. "Ou seja, quem tem imunidade normal, tem o risco de contrair a doença e desenvolver os sintomas. Quem tem imunidade baixa, inclusive os idosos, porque seu sistema imunológico já envelheceu, tende a apresentar os sintomas mais graves da doença", acrescenta. Ana Caetano Faria, professor titular de Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concorda. "O que ocorre é que nosso estilo de vida faz com que nossa imunidade caia. Ou seja, existem formas de restabelecer a normalidade de nosso sistema imunológico, mas não elevá-lo", diz. Importância dos quatro pilares Por que esses quatro pilares são tão importantes? Segundo Faria, cada um deles tem um impacto diferente no funcionamento do sistema imunológico. Mas, para isso, é preciso entender o que é o sistema imunológico e como ele funciona. Em linhas gerais, ele é um conjunto complexo de células, tecidos, órgãos e moléculas que cumprem funções específicas em uma resposta coordenada para neutralizar vírus, bactérias, fungos e parasitas — antes que sejam fatais. Diante de uma nova ameaça, o corpo tem de partir do zero e construir as defesas necessárias. Mas, no caso de um vírus, este processo costuma ser mais demorado do que a velocidade com que este tipo de microrganismo se multiplica e infecta células. "É uma corrida, em que o adversário avança mais rápido do que o sistema imunológico é capaz de desenvolver mecanismos de ação para combatê-lo", afirma o imunologista Renato Astray, pesquisador do Instituto Butantan. Isso não significa, no entanto, que a batalha esteja perdida. O sistema imunológico encontra com o tempo formas de acabar com a ameaça, como vem ocorrendo nesta epidemia de coronavírus. Como funciona o sistema imunológico O corpo tem barreiras para impedir a entrada de patógenos, como são chamados os microrganismos que afetam nossa saúde. Elas podem ser mecânicas, como a pele, microbiológicas — por exemplo, a flora de bactérias do intestino —, ou químicas, como as enzimas presentes na saliva ou o suco gástrico do estômago. Se um corpo estranho consegue superar essas barreiras, cabe ao sistema imunológico nos proteger. Todas as pessoas nascem com defesas naturais contra invasores. Esta é a chamada resposta imunológica inata, que é acionada automaticamente quando células detectam que foram infectadas e enviam sinais químicos para avisar que o corpo está sob ataque. Isso faz com que outras células acionem mecanismos para se tornarem menos suscetíveis à infecção e ativem o sistema imunológico, que vai pôr em ação células específicas para combater o invasor. Essas células são fabricadas continuamente pela medula óssea, a partir de células-tronco, que estão em um estágio inicial de desenvolvimento e tem o potencial de se transformar, em um processo de diferenciação, para cumprir funções específicas. Desta forma, as células-tronco se tornam leucócitos — ou glóbulos brancos —, que atuam em nosso sistema imunológico. Uma elevação na quantidade de leucócitos no exame de sangue é indício de uma infecção. Se estiver abaixo do normal, o sistema imunológico está enfraquecido. Os neutrófilos são o tipo de leucócito mais numeroso e atuam como a primeira linha de defesa do organismo. Eles envolvem e eliminam o invasor por meio da fagocitose, produzindo enzimas digestivas que destroem o patógeno. Também liberam sinais químicos que recrutam mais células para atacar a ameaça. Isso gera uma inflamação na região onde está o invasor. Esta área é irrigada com sangue, que traz consigo mais leucócitos para auxiliar no combate. Outro tipo de glóbulo branco, o linfócito conhecido como natural killer (assassino natural, em inglês), age principalmente contra tumores e vírus. Ele libera grânulos de proteína ao redor do alvo que fazem o patógeno se autodestruir. Um terceiro tipo de leucócito, o macrófago, também atua neste estágio fagocitando invasores, mas cumpre outra função importante no próximo estágio da resposta imune. A resposta imune adquirida Quando um invasor é agressivo, resistente ou está presente em maior quantidade, isso exige outro tipo de reação do organismo. A resposta imune adquirida é desenvolvida pelo corpo após entrar em contato com um patógeno. Ela envolve a ação dos linfócitos, células especializadas capazes de combater microrganismos e de nos proteger da mesma ameaça por mais tempo. Os linfócitos ficam armazenados em órgãos como os linfonodos e o baço, à espera de sinais de que devem entrar em ação. Um dos principais alertas é dado pelos macrófagos, que capturam um microrganismo ou parte dele e o transportam até os linfócitos, dando início à resposta imune adquirida. "Os macrófagos atuam como uma ponte entre as duas respostas imunes", explica Astray. Os linfócitos começam então a produzir milhões de cópias de si mesmos e reforçam o sistema imunológico ao gerar anticorpos, proteínas capazes de neutralizar um patógeno. Os anticorpos têm a capacidade de reconhecer e se unir ao invasor, impedindo que ele infecte novas células e se reproduza. Os linfócitos também marcam alvos para neutrófilos, macrófagos e natural killers. "Os linfócitos são como maestros do sistema imunológico, ao fazer com que as células imunes se aglutinem em torno de uma ameaça", diz Portela. Ao final deste processo, a maioria dos linfócitos é destruída, mas alguns se diferenciam e permanecem em nosso corpo por vários anos, formando uma memória imunológica que tornará mais ágil o combate ao patógeno se ele nos infectar novamente. As células imunes se multiplicam mais rapidamente ao detectar a mesma ameaça, o que acaba com aquela desvantagem do sistema imunológico na corrida inicial contra um invasor após a infecção. "Isso nos impede de ficar doentes ou faz com que os sintomas sejam mais leves", afirma Astray. Por este motivo, não contraímos mais de uma vez algumas doenças, como catapora, caxumba, rubéola ou sarampo. Mas isso não impede que tenhamos novas gripes, por exemplo, porque o vírus que a causa, o influenza, sofre mutações facilmente, o que torna a memória imunológica inútil contra suas novas versões. Como nossa imunidade é afetada Sendo assim, Faria, da UFMG, diz que, quando dormimos pouco ou nos alimentamos mal, isso afeta o funcionamento de nosso sistema imunológico de diferentes maneiras. O mesmo ocorre quando deixamos de praticar atividades físicas ou sofremos estresse. "Todos esses pilares são importantes, mas destaco a necessidade de dormimos bem. É durante o sono que temos maior produção de células de defesa pela medula óssea. Estudos mostram que dormir menos de cinco horas por noite aumenta em quatro vezes a chance de desenvolver infecções respiratórias, como gripes e resfriados", diz. "Portanto, se você não está dormindo suficientemente, não está dando ao corpo a chance de se recuperar." Já ao praticarmos atividade física de intensidade moderada, liberamos hormônios que ajudam a regular nosso sistema imunológico. Por outro lado, quando não nos estressamos, nosso corpo deixa de produzir substâncias que o prejudicam. Por fim, ao seguirmos uma dieta balanceada, ajudamos a fornecer energia para o bom funcionamento de nossas células de defesa, resume Faria. Mas o que é uma dieta balanceada? A BBC News Brasil ouviu a nutricionista Julia Granje. Ela alerta "que não existe nenhum alimento ou vitamina que combata o novo coronavírus. Mas, obviamente, quando o sistema imune está ativo e saudável, vai ajudar a lutar a combatê-lo". Confira as dicas dela: • Monte um "prato colorido" Granje recomenda comer dez porções de 80 gramas por dia, sete de legumes e verduras e três de frutas, de cores diferentes. "Cada cor dos alimentos reflete o tipo de micronutrientes que têm neles". "Desafio meus pacientes a colocar pelo menos cinco cores no prato". Em relação aos micronutrientes, ela destaca o zinco e o selênio. "O zinco é encontrado nas carnes vermelhas e no fígado de frango. Também nas ostras, que são muito ricas em zinco." Ela acrescenta que o zinco também está presente nos vegetais, "mas em menor quantidade", como no feijão. "A quantidade de zinco que encontramos no feijão é a metade da de uma carne vermelha. Isso é um alerta importante para quem é vegetariano", assinala. Já o selênio é encontrado na castanha do Pará. "Duas castanhas por dia já são suficientes. A farinha de trigo também é fonte de selênio". Granje também recomenda comer menos carboidratos simples, como massas, arroz branco, pães e bolos. Prefira os carboidratos "complexos", ou seja, aqueles integrais, recomenda. "Não gosto de vilanizar os carboidratos. O problema é que o brasileiro come muito pouca fibra. E sabemos que carboidratos simples, quando ingeridos em excesso, tendem a induzir uma resposta inflamatória do nosso corpo, o que pode ser prejudicial se você já está combatendo uma infecção", acrescenta. • Não esqueça das "vitaminas antioxidantes" Segundo Granje, vitaminas A, C, D e E são muito importantes. Ela ressalva, contudo, que muitos brasileiros vêm se "superssuplementando" de vitamina D. "Não adianta tomar vitamina D sem ter a exposição ao sol. Porque o que ativa a vitamina D é essa exposição ao sol. Como se trata de uma vitamina lipossolúvel, se você toma em excesso, nosso corpo não a excreta. É diferente da vitamina C, que as pessoas também tomam em excesso, mas isso é excretado pela urina", explica. • Cuide de seu intestino Granje destaca que pesquisas mostram a influência da nossa microbiota intestinal em nossa imunidade — nossos intestinos são habitados por 100 trilhões de bactérias de diferentes espécies. Neste sentido, ela reforça a importância do consumo de fibras. "Infelizmente, não prestamos muita atenção a isso." Um imenso estudo conduzido nos Estados Unidos, o Estudo Americano do Intestino, sugere que aqueles cujas dietas incluem mais alimentos à base de plantas têm um microbioma mais diversificado, diz Daniel McDonald, diretor-científico do projeto. • Baixo consumo de álcool e sódio O álcool e o sal em excesso podem ser prejudiciais para o sistema imunológico. Seu consumo deve ser feito com moderação. Segundo pesquisa da Escola Médica da Universidade de Massachusetts (EUA), o consumo exagerado de álcool prejudica a capacidade do organismo de combater infecções virais, especialmente do sistema respiratório, inibindo o funcionamento de proteínas responsáveis pela regulação do sistema imune. *Colaborou Rafael Barifouse Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text
Escolas fechadas, hospitais lotados, eventos cancelados: o Brasil da meningite de 1974

No auge da epidemia da doença, o regime militar proibiu médicos de dar entrevistas e jornalistas de publicar reportagens. Vista de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, em 1974, ano em que o Brasil enfrentava a pior epidemia de meningite da sua história. Arquivo Nacional/Domínio público Aulas suspensas e eventos esportivos transferidos, algumas das consequências da atual pandemia do novo coronavírus, já marcaram a história recente do Brasil, por conta de outra doença: a meningite. Em 1974, durante o período da ditadura militar, o Brasil enfrentava a pior epidemia contra a meningite de sua história. O país já tivera dois surtos da doença - um em 1923 e outro em 1945 -, mas, nenhum deles tão grave ou letal. Isso porque o Brasil foi vítima não de um, mas de dois subtipos de meningite meningocócica: do tipo C, que teve início em abril de 1971, e do tipo A, em maio de 1974. Para evitar o contágio, o governo tomou medidas drásticas: decretou a suspensão das aulas e suspendeu eventos esportivos. Os Jogos Pan-Americanos de 1975, que estavam marcados para acontecer em São Paulo, tiveram que ser transferidos para a Cidade do México. Hospitais, como o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ficaram superlotados. A que viria a ser a maior epidemia de meningite da história do Brasil teve início em 1971, no distrito de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Logo, a população mais carente começou a se queixar de sintomas clássicos, como dor de cabeça, febre alta e rigidez na nuca. Nos bairros mais pobres, muitos morreram sem diagnóstico ou tratamento. Em novembro daquele ano, o que parecia ser um surto restrito a uma determinada localidade logo se alastrou e, aos poucos, ganhou proporções epidêmicas. Dali, não parou mais. Em setembro de 1974, a epidemia atingiu seu ápice. A proporção era de 200 casos por 100 mil habitantes. Algo semelhante só se via no "Cinturão Africano da Meningite", área que hoje compreende 26 países e se estende do Senegal até a Etiópia. Das regiões mais carentes, a epidemia migrou para os bairros mais nobres. Até julho daquele ano, um único hospital em São Paulo atendia pacientes com meningite. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas tinha 300 leitos disponíveis, mas chegou a internar 1,2 mil pacientes. "Não houve quarentena porque o período de incubação da meningite é muito curto", explica a epidemiologista Rita Barradas Barata, doutora em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Na época, Rita trabalhava como aluna do internato em medicina no Emílio Ribas. "O atendimento foi além de sua capacidade máxima. Trabalhávamos muitas horas por dia", recorda. De agosto em diante, outras 26 unidades passaram a fazer parte de uma rede de atendimento a pacientes com sintomas de meningite. "Depois de um ou dois dias recebendo tratamento injetável, os casos mais leves eram transferidos para outras unidades, onde recebiam a medicação oral. Já os pacientes mais graves permaneciam no Emílio Ribas", complementa a médica. Atentados, passeatas e epidemias eram assuntos vetados na imprensa Até então, uma pequena parcela da população, quase nula, sabia da existência da epidemia. O governo procurou escondê-la ao máximo, segundo explica quem acompanhou o caso de perto. "Assim que surgiu, foi tratada como uma questão de segurança nacional, e os meios de comunicação proibidos de falar sobre a doença", afirma a jornalista Catarina Schneider, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora da tese A Construção Discursiva dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo sobre a Epidemia de Meningite na Ditadura Militar Brasileira (1971-1975). "Essa tentativa de silenciamento impediu que ações rápidas e adequadas fossem tomadas". Durante os anos da ditadura, alguns temas foram proibidos de serem divulgados - através de notícias, entrevistas ou comentários - em jornais e revistas, rádios e TVs. A epidemia de meningite que castigou o Brasil na primeira metade da década de 1970 foi um deles. Sob o pretexto de não causar pânico na população, a censura proibiu toda e qualquer reportagem que julgasse "alarmista" ou "tendenciosa", sobre a moléstia. Em 1971, quando foram registrados os primeiros casos, o epidemiologista José Cássio de Moraes, doutor em Saúde Pública pela USP e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, integrava uma comissão de médicos de diferentes áreas, como epidemiologistas, infectologistas e sanitaristas. Juntos, detectaram um surto da doença e procuraram alertar as autoridades. Não conseguiram. Em tempos de 'milagre econômico', o governo se recusou a admitir a existência de uma epidemia. "Os militares proibiram a divulgação de dados. Pensavam que conseguiriam deter a epidemia por decreto. Se eu não divulgo, é como se não existisse. Não sabiam que o vírus era analfabeto e não sabia ler Diário Oficial", ironiza o médico. Dali por diante, médicos de instituições públicas foram proibidos de conceder entrevistas à imprensa. O jeito era dar declarações em "off" para jornalistas de confiança, como Demócrito Moura, do Jornal da Tarde. Mesmo assim, as poucas matérias publicadas, alertando a população dos riscos da meningite, eram desmentidas pelas autoridades. "Ao governo não interessava a divulgação de notícias negativas. Negar a existência da epidemia foi um erro porque facilitou sua propagação e atrasou a adoção de medidas necessárias ao seu combate. Numa situação dessas, quanto mais rapidamente essas medidas forem adotadas, menores serão as perdas de vidas e os danos à economia", afirma o historiador Carlos Fidelis Ponte, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Medo Em 1974, quando a verdade veio à tona, pelo menos sete Estados totalizavam 67 mil casos - 40 mil deles só em São Paulo. A população, quando soube da epidemia, entrou em pânico. Com medo da propagação da doença, as pessoas evitavam passar na frente do Emílio Ribas. De dentro de carros e ônibus, fechavam suas janelas. Na falta de remédios e de vacinas, recorriam a panaceias milagrosas, como a cânfora. "Naquela época, não havia rede social, mas já existiam 'fake news'. A boataria atrapalhou bastante", recorda José Cássio. O governo suspendeu as aulas e mandou os estudantes de volta para casa. Quando era registrado algum caso nas dependências das escolas, as autoridades sanitárias passavam formol nas mesas e carteiras. Em algumas cidades, as escolas públicas foram transformadas em hospitais de campanha para atender os doentes. Nos hospitais, a epidemia sobrecarregou especialistas em doenças infecciosas. Médicos de outras áreas, para evitar a contaminação, usavam capacetes, óculos e botas. Outros, ao contrário, atendiam pacientes sem qualquer tipo de proteção. Um terceiro grupo preferiu mudar para o interior, com suas famílias. Uma das primeiras medidas foi prescrever sulfa. Na esperança de deter o avanço da epidemia, a população passou a tomar o antibiótico por conta própria. "O estoque acabou rapidamente e a bactéria ficou resistente", recorda José Cássio. Todos os dias, a comissão médica da qual o médico fazia parte procurava atualizar os números e divulgá-los no quadro de avisos do Palácio da Saúde, onde funcionava a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Os setoristas da área até tinham acesso às informações, mas não podiam divulgá-las. Os números de casos e de óbitos são contraditórios. O estudo A Doença Meningocócica em São Paulo no Século XX: Características Epidemiológicas, de autoria de José Cássio de Moraes e Rita Barradas Barata, calcula que, no período epidêmico, que durou de 1971 a 1976, foram registrados 19,9 mil casos da doença e 1,6 mil óbitos. Já a edição de 30 de dezembro de 1974 do jornal O Globo divulgou que, só naquele ano, a epidemia deixou um saldo de 111 mortos no Rio Grande do Sul, 304 no Rio de Janeiro e 2,5 mil em São Paulo. Ministério censurado Em março de 1974, o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência no lugar do general Médici. Para ministro da Saúde, ele nomeou o médico sanitarista Paulo de Almeida Machado. Naquele ano, a jornalista Eliane Cantanhêde, então na revista Veja, conseguiu uma exclusiva com o ministro, em Brasília. Pela primeira vez, uma autoridade admitia publicamente que o Brasil vivia uma epidemia. Mais que isso. Ele alertou sobre os riscos da meningite e ensinou medidas de higiene à população. De volta à redação, Cantanhêde começou a bater a matéria e a enviá-la, via telex, para a sede da Veja, em São Paulo. Dali a pouco, ficou sabendo que a entrevista tinha sido censurada. Motivo? "Não havia vacina para todo mundo", explica Eliane. "As pessoas não sabiam o que era meningite. Muitas delas morriam e, por falta de informação, não sabiam do quê". No dia 26 de julho de 1974, o jornalista Clóvis Rossi também teve um de seus textos censurados. No espaço reservado ao artigo A Epidemia do Silêncio, a direção da Folha de S. Paulo se viu obrigada a publicar um trecho do poema Os Lusíadas, de Luís de Camões. "Desde que, há dois anos, começaram a aumentar em ritmo alarmante os casos de meningite em São Paulo, as autoridades cuidaram de ocultar fatos, negar informações e reduzir os números a proporções incompatíveis com a realidade", alertou Rossi no artigo censurado. Naquele mesmo ano, o governo brasileiro assinou um acordo com o Instituto Pasteur Mérieux e importou em torno de 80 milhões de doses da vacina contra meningite. "O laboratório francês precisou construir uma nova fábrica porque a que existia não comportava uma produção tão grande", relata o historiador Carlos Fidelis. "Foi a partir dessa emergência que se criou, na Fiocruz, a fábrica de fármacos, a Farmanguinhos, e a de vacinas, a Bio-Manguinhos". Vacinação Em 1975, o Brasil deu início à Campanha Nacional de Vacinação Contra a Meningite Meningocócica (Camem). Foi quando, para estimular a ida em massa da população aos postos de saúde, o governo passou a divulgar os números da doença. "A letalidade da meningite é de 10%, mas, no auge da epidemia, caiu para 2%", afirma Rita Barradas Barata. "O diagnóstico era feito de maneira precoce e o tratamento com antibiótico reduzia o risco de morte". Em apenas quatro dias, foram aplicadas 9 milhões de doses na região metropolitana de São Paulo. Logo, estenderam a campanha para outros municípios e estados. A imunização não era feita com seringa e agulha e, sim, com uma "pistola" injetora de vacina. "Conseguimos uma cobertura vacinal de quase 90% da população", orgulha-se José Cássio. Além de superlotar hospitais e de fechar escolas, a epidemia de meningite teria causado outros "estragos". Um deles é a transferência dos Jogos Pan-Americanos de 1975, da cidade de São Paulo para a do México. Bem, pelo menos essa é a versão oficial. A extraoficial é contada pelo advogado Alberto Murray Neto. "Em 1975, o número de casos já tinha reduzido e o que se dizia é que a epidemia estava controlada. Em tese, a meningite não seria um impeditivo para os Jogos", revela Alberto. Seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, era o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e vice do Comitê Olímpico Internacional (COI). Durante reunião em Brasília, foi avisado pelo ministro da Educação, Ney Braga, que não teria recursos do governo federal para os Jogos. Em suma: o Pan deveria ser cancelado, a três meses de sua realização. "Meu avô cancelou os Jogos, sem esconder que a questão crucial era o corte de verbas", relata Alberto. Os Jogos Pan-Americanos de 1975 deixaram para a cidade o velódromo, a raia olímpica e o Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP)".
Bebê de menos de um ano de idade com Covid-19 morre nos EUA, diz departamento de Saúde de Illinois

Caso foi em Chicago. Segundo diretora do Departamento de Saúde Pública do estado, a morte é a primeira desse tipo; causa está sendo investigada. Um bebê de menos de um ano de idade que estava infectado com Covid-19 morreu no sábado (28) em Chicago, no estado americano de Illinois, informou o Departamento de Saúde Pública estadual. A diretora do departamento, Ngozi Ezike, afirmou que a causa da morte do bebê está sendo investigada. O estado não divulgou mais detalhes sobre a criança. Covid-19 já matou crianças, afirma OMS OMS diz que coronavírus não poupa a população mais jovem “Nunca houve uma morte associada à Covid-19 em uma criança. Uma investigação completa está em andamento para determinar a causa da morte”, disse Ezike. “Devemos fazer tudo o que pudermos para impedir a propagação desse vírus mortal. Se não para nos proteger, mas para proteger aqueles ao nosso redor". Coronavírus: criança que tem bronquite ou asma está no grupo de risco Grupo vulnerável O relato de morte de crianças já tinha sido feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que não deu detalhes sobre quantas foram afetadas e incluiu a ressalva de que esse perfil etário não está entre os mais atingidos pelo novo coronavírus. Os estudos e levantamentos apontam que a taxa de letalidade é maior entre pessoas com mais de 60 anos e que já conviviam com outras doenças prévias. "Esta é uma doença séria. Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens – incluindo crianças – morreram", disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na segunda-feira (16). VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes OMS diz que há registro de morte de crianças por Covid-19 Pedestre caminha em avenida deserta em Chicago, Illinois. Scott Olson / Getty Images / AFP Initial plugin text

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